A medida foi oficializada por meio da Portaria Conjunta MPS/INSS nº 12 e busca ampliar o acesso ao ressarcimento após a identificação de um esquema de cobranças irregulares em benefícios previdenciários.

A decisão de estender o prazo ocorreu após investigações apontarem um grande volume de descontos não autorizados. Dados da Controladoria-Geral da União indicam que cerca de 97% dos beneficiários afetados não autorizaram as cobranças.

O esquema foi revelado pela Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal e pela CGU, e envolve desvios estimados em até R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.

Até o momento, aproximadamente R$ 2,95 bilhões já foram devolvidos a mais de 4,3 milhões de beneficiários. No entanto, o INSS alerta que cerca de 4 milhões de pessoas ainda não realizaram a contestação.

Como garantir o ressarcimento

Para recuperar os valores, o segurado precisa verificar possíveis descontos e formalizar a contestação por canais oficiais, como o aplicativo Meu INSS, a Central 135 ou agências dos Correios.

Após a solicitação, a entidade responsável pelo desconto tem até 15 dias úteis para apresentar justificativa. Caso não comprove a autorização, o beneficiário pode aderir ao acordo para receber o valor de volta, que é depositado em até três dias úteis após a confirmação.

Grupos considerados mais vulneráveis, como idosos acima de 80 anos, indígenas e quilombolas, têm o ressarcimento realizado automaticamente.

Prazo é decisivo para evitar perdas

O INSS reforça que a ausência de manifestação até o dia 20 de junho pode impedir a devolução dos valores descontados irregularmente. Por isso, a recomendação é que os beneficiários consultem sua situação o quanto antes.

A prorrogação busca garantir que mais pessoas tenham acesso ao ressarcimento, mas também marca o encerramento do período de contestação, considerado essencial para a regularização dos pagamentos e a devolução dos valores aos segurados afetados.


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