O Dia do Profissional de RH é ocasião para discutir sobre o que se ganha e o que se perde quando a tecnologia assume função central nos processos seletivos

Cerca de 87% das empresas no mundo estão utilizando ferramentas baseadas em IA para contratação. Somado a isso, 65% dos recrutadores já implementaram a tecnologia, visando economia de tempo (44%), aprimorar a busca por candidatos (58%) e reduzir os custos de contratação, conforme relatório da Demandsage. Em processos seletivos de grande volume, especialmente para vagas de estágio, trainee e jovem aprendiz, ferramentas automatizadas passaram a acelerar triagens, organizar dados e apoiar a tomada de decisão. Ao mesmo tempo, um debate importante ganha destaque: até que ponto a IA consegue identificar potencial em jovens que ainda não possuem histórico profissional?

Em meio às transformações que vivemos, o Dia do Profissional de RH, celebrado em 20 de maio, é uma ocasião perfeita para refletirmos sobre o futuro do recrutamento e da gestão de pessoas. Para Ana Eliza Silva, especialista em RH na Companhia de Estágios, líder em recrutamento e seleção de estagiários, trainees e jovens aprendizes, o setor vive o desafio de equilibrar os ganhos de eficiência trazidos pela tecnologia com a necessidade de preservar o olhar humano na avaliação de competências e potencial dos candidatos.

Entre as tendências de RH destacadas pela consultoria Gartner em 2026, estão o avanço da inteligência artificial nos recrutamentos de grande volume, postura chamada AI-first, especialmente para vagas de entrada, e a mudança no papel dos recrutadores, que passam a atuar cada vez mais em funções estratégicas e relacionais, enquanto tarefas operacionais e repetitivas são automatizadas. 

A importância de buscar reduzir o viés do algoritmo 

“A IA consegue enxergar padrões em dados objetivos, como formação, localização, disponibilidade, aderência a requisitos básicos e respostas em testes. Mas, quando falamos de estagiários e aprendizes, existe um ponto muito importante: muitas vezes, esse jovem ainda não teve oportunidade de construir um histórico profissional robusto”, comenta a especialista.

Segundo ela, quando a análise depende excessivamente de experiências anteriores, palavras-chave no currículo ou vivências acumuladas, há o risco de bons candidatos serem descartados antes mesmo de terem a chance de demonstrar potencial. “O potencial do candidato é algo mais sutil de se avaliar. Está na curiosidade, na vontade de aprender, na postura diante de desafios. Também o vemos na abertura para feedback e na forma como a pessoa constrói raciocínio. Algumas dessas características ainda precisam muito do olhar humano”, diz.

Para deixar a análise do candidato mais completa a Companhia de Estágios utiliza por exemplo a análise do teste comportamental e fit cultural do candidato, que se soma às análises comuns com dados do cadastro do candidato -  dessa forma a análise se torna mais abrangente.

Para Ana Eliza, um dos principais desafios é evitar que algoritmos reproduzam desigualdades já existentes no mercado de trabalho. “A IA aprende a partir de dados. Se esses dados refletem desigualdades sociais, existe uma chance real da tecnologia repetir esses padrões”, explica.

Por isso, a especialista defende que as empresas revisem constantemente os critérios utilizados pelos sistemas automatizados e mantenham acompanhamento humano nas etapas decisivas do recrutamento. “É fundamental perguntar se estamos avaliando potencial ou apenas oportunidades que algumas pessoas tiveram e outras não”, afirma.

Outro ponto de atenção envolve a experiência do candidato. Para a especialista, comunicar a reprovação de um jovem apenas como resultado de uma decisão algorítmica pode afetar negativamente a percepção sobre a marca empregadora.

“Dizer simplesmente que o candidato foi reprovado por um algoritmo pode soar frio, impessoal e até injusto. Essa geração valoriza transparência, experiência e coerência. O ideal é explicar que a seleção contou com apoio de ferramentas tecnológicas, mas que existe uma metodologia acompanhada por pessoas”, afirma.

Os novos papéis do recrutador 

Além da transformação tecnológica, o próprio perfil do profissional de RH mudou nos últimos anos. “Os profissionais que chegam ao mercado hoje têm expectativas diferentes. Querem propósito, aprendizado e sentir que contribuem de verdade. Quem ignora isso perde talentos antes mesmo de desenvolvê-los”, diz.

Com a automação assumindo tarefas repetitivas, cresce a demanda por recrutadores capazes de construir relacionamentos, fortalecer a cultura organizacional e atuar como representantes da marca empregadora. “Contratar um jovem talento hoje se parece muito mais com o início de uma parceria do que com uma seleção”, afirma.

Na avaliação da especialista, o recrutador precisou deixar de ser apenas um avaliador para se tornar também um embaixador da empresa. “O candidato percebe rapidamente quando o discurso não bate com a realidade. Por isso, o recrutador precisa acreditar na cultura da empresa e falar com autenticidade”, conclui.

 

SOBRE A COMPANHIA DE ESTÁGIOS

A Companhia de Estágios é a consultoria mais bem avaliada do segmento. Oferece soluções em recrutamento e seleção de estagiários, trainees e jovens aprendizes e  realiza a emissão e administração de contratos de estágio, atuando como agente de integração. Além disso, oferece o programa Jovem Aprendiz, cuidando da formação dos jovens e até da folha de pagamento e benefícios para as maiores organizações do país. Com o propósito de fomentar a entrada de estudantes no mercado e guiar cada vez mais talentos e empresas para o amanhã, tem mais de 2 milhões de candidatos cadastrados em sua base. A empresa usa inteligência artificial, gamificação e processos no metaverso para proporcionar a melhor experiência aos candidatos das mais de 4 mil vagas que gerencia anualmente. É responsável pela construção de programas de atração de talentos para mais de 1000 clientes, no Brasil e América Latina, entre eles, Boeing, Volvo, Pirelli, Clariant, Nissan, Bunge, e Alcoa. Atualmente, a Companhia de Estágios é a consultoria de recrutamento e seleção melhor avaliada pelos candidatos no Google e Facebook (4,9/5) e possui certificação do GPTW de 2020 a 2025.  Em 2021, 2022 e 2024 recebeu o prêmio Fornecedor de Confiança (Melhor RH). Em 2024, foi destaque no prêmio The Best Brands, da Melhor RH, na categoria Recrutamento e Seleção. Foi Top 5 no Top of Mind de RH em 2024 e 2025. Em 2026, ganhou o Selo H sobre melhoras práticas de saúde mental no trabalho. Mais informações em www.ciadeestagios.com.br


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