Procedimento que atua em camadas profundas ganha espaço entre pacientes mais jovens e reforça nova abordagem no rejuvenescimento facial

O envelhecimento do pescoço deixou de ser tratado apenas em fases avançadas da vida e passou a ocupar papel central nas decisões estéticas. Dados recentes da International Society of Aesthetic Plastic Surgery indicam que o Brasil permanece entre os maiores mercados globais de cirurgia plástica, com crescimento na busca por técnicas estruturais que priorizam a naturalidade e a durabilidade dos resultados. Em 2025, especialistas observam um aumento na procura por procedimentos como o Deep Necklift entre pacientes na faixa dos 30 e 40 anos, incluindo homens e mulheres que buscam prevenir ou corrigir sinais iniciais de envelhecimento.

Dra. Danielle Gondim, cirurgiã plástica, formada pelo Instituto Ivo Pitanguy e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, afirma que a mudança está ligada à evolução do entendimento sobre o envelhecimento facial. “O pescoço é uma das regiões que mais evidenciam a idade porque sofre com perda de sustentação profunda. Hoje não tratamos apenas a pele, mas toda a estrutura que sustenta essa região”, explica.

O Deep Necklift segue a lógica das técnicas modernas de rejuvenescimento, atuando em planos profundos para reposicionar músculos e gordura, além de redefinir o contorno cervical. Diferentemente de abordagens superficiais, a proposta é restaurar a anatomia de forma mais precisa e duradoura.

Segundo a especialista, a antecipação do procedimento em alguns casos pode trazer vantagens relevantes. “Quando indicamos no momento certo, antes de uma flacidez muito avançada, conseguimos resultados mais naturais e duradouros, com menor necessidade de correções futuras”, afirma.

Entre os benefícios para homens e mulheres que realizam o procedimento antes dos 45 ou 50 anos estão a preservação da definição da mandíbula, a prevenção do acúmulo de gordura abaixo do queixo e a manutenção do contorno cervical ao longo do tempo. Pacientes mais jovens tendem a apresentar melhor qualidade de pele e tecidos, o que favorece a recuperação e a estabilidade do resultado. “Não se trata de antecipar por estética, mas de atuar quando há indicação estrutural”, explica.

Quando considerar o procedimento e como definir o momento ideal

A ideia de que a cirurgia no pescoço deve ser realizada apenas após os 50 ou 55 anos ainda é comum, mas não encontra respaldo na prática clínica atual. A indicação depende mais das alterações estruturais do que da idade cronológica. “Existe um mito de que esses procedimentos são indicados apenas em fases mais avançadas. Na prática, vemos pacientes mais jovens com sinais importantes no pescoço que se beneficiam muito da abordagem correta”, afirma.

A especialista reforça que o equilíbrio na decisão é essencial. “Nem sempre quanto antes melhor, mas também não faz sentido esperar uma piora significativa. O ideal é intervir quando os sinais começam a impactar a harmonia facial”, diz.

O que avaliar antes de realizar a cirurgia

A decisão pelo procedimento deve considerar fatores clínicos e estruturais. Avaliação individualizada, qualidade da pele, histórico de saúde e expectativa do paciente são determinantes para o planejamento.

“Cada paciente tem uma anatomia e um padrão de envelhecimento. A indicação precisa ser personalizada para garantir naturalidade e segurança”, explica.

Tempo de recuperação e cuidados no pós-operatório

O período de recuperação varia, mas, em geral, o retorno gradual às atividades ocorre entre duas e três semanas. Nos primeiros dias, é comum a presença de inchaço e sensibilidade na região.

Atividades físicas intensas, exposição solar direta e movimentos bruscos do pescoço devem ser evitados nas primeiras semanas. O acompanhamento médico e o cumprimento das orientações são fundamentais para o resultado.

“O pós-operatório é parte essencial do tratamento. Quando bem conduzido, contribui diretamente para a qualidade e durabilidade do resultado”, afirma.

Resultados que reforçam a tendência

Relatos de pacientes ajudam a ilustrar o impacto da técnica quando bem indicada. Um dos casos é o de Henrique Gomes, que destaca a naturalidade do resultado. “Muito satisfeito com o resultado, que apresenta um aspecto natural e equilibrado. A atenção e o profissionalismo fazem toda a diferença”, afirma.

Giselly Romano Marinho também relata a experiência após o procedimento. “O resultado superou as minhas expectativas. O atendimento da equipe e o acompanhamento no pós-operatório foram diferenciais”, diz.

Já Ricardo Medeiros, 58 anos, destaca a evolução ao longo do tempo. “Um ano após o procedimento, sinto-me satisfeito pela naturalidade e pela estética alcançada. Houve um impacto direto na forma como me vejo”, afirma.

A percepção de segurança e confiança também aparece entre pacientes mais jovens. “A cirurgia atendeu às minhas expectativas e a equipe foi bastante atenciosa. É importante se sentir segura quando se tem profissionais qualificados”, relata Ana David.

A especialista aponta cinco sinais que indicam a necessidade de avaliação cirúrgica

Antes de optar por qualquer intervenção, é importante observar sinais consistentes que indicam alteração estrutural na região cervical. Entre os principais estão:

- Perda de definição do contorno da mandíbula
- Acúmulo de gordura abaixo do queixo
- Presença de bandas ou cordas visíveis no pescoço
- Flacidez que não responde a tratamentos não cirúrgicos
- Desarmonia entre face e pescoço, com aspecto envelhecido na região cervical

“Esses sinais mostram que o envelhecimento já não é apenas superficial. Nesses casos, procedimentos não invasivos tendem a ter efeito limitado”, conclui.


Sobre Danielle Gondim

Dra. Danielle é cirurgiã plástica especializada em face, com reconhecimento internacional. Desde a infância interessada pelas artes, formou-se no renomado Instituto Ivo Pitanguy, onde também atuou como docente por quase cinco anos. Ao longo da carreira, realizou diversos fellowships nos principais serviços de cirurgia plástica do mundo, incluindo os centros liderados por Dr. Nayak e Ben Talei, nos Estados Unidos, e por Dr. Francisco Bravo, em Madri.

Membro das associações Internacional, Americana e Brasileira de Cirurgia Plástica, é frequentemente convidada a palestrar sobre sua expertise técnica nos congressos mais relevantes da especialidade no Brasil e no exterior. 

Em 2025, foi premiada por seu trabalho no Congresso Mundial de Cirurgia Plástica da ISAPS, realizado em Singapura, reconhecimento concedido a um número restrito de especialistas no evento. Sua agenda internacional inclui ainda convites para palestras no congresso da sociedade espanhola de cirurgia plástica, em Madri.

Criadora da técnica Singular Restore®, Dra. Danielle alia ciência e arte para alcançar resultados singulares e naturais, nos quais a beleza e a jovialidade se destacam sem evidência da intervenção cirúrgica. Seu trabalho é pautado pela individualidade facial e pela preservação da identidade de cada paciente.

Procurada por pacientes de diferentes países, a cirurgiã também recebe semanalmente médicos do Brasil e do exterior interessados em conhecer de perto sua expertise técnica. 

Para mais informações, acesse o site, instagram ou pelo Linkedin.

Sugestão de fonte: clique aqui

Fontes de pesquisa

International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS) https://www.isaps.org/discover/about-isaps/global-statistics/

Princeton University (estudo sobre percepção social) https://www.princeton.edu/news/2006/02/09/first-impressions-formed-within-100-milliseconds