Com 98 mil mortes por doenças cardiovasculares no Brasil no período de janeiro a março, especialista explica quais exames são realmente necessários e reforça quais hábitos saudáveis têm maior impacto na proteção do coração ao longo da vida

Entre janeiro e março deste ano, o Brasil já registrou mais de 98 mil mortes por doenças cardiovasculares, de acordo com o Cardiômetro da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diante desse cenário, a prevenção e o acompanhamento adequado ao longo da vida tornam-se essenciais para reduzir riscos e evitar complicações graves, como infarto e AVC.
De acordo com o cardiologista Dr. Fernando Barreto, a principal dúvida dos pacientes ainda gira em torno dos exames: quando fazer e quais são realmente necessários. “Mais importante do que sair realizando muitos exames é entender o risco individual de cada pessoa”, explica.
Na infância, a avaliação clínica costuma ser suficiente na maioria dos casos. O chamado “teste do coraçãozinho”, realizado ainda na maternidade, é fundamental para detectar possíveis alterações congênitas. Exames mais complexos, como o ecocardiograma, só são indicados quando há suspeita clínica.
Na adolescência, o acompanhamento continua predominantemente clínico. A investigação mais aprofundada pode ser necessária em situações específicas, como na prática esportiva competitiva ou com histórico familiar relevante de doenças cardíacas.
Já na vida adulta, o monitoramento ganha mais importância. Controle da pressão arterial e exames laboratoriais, como colesterol e glicemia, passam a fazer parte da rotina. A partir dos 40 anos, a avaliação tende a ser mais frequente, podendo incluir eletrocardiograma e, em alguns casos, teste ergométrico. A frequência dos exames de rotina depende do risco individual. Pessoas sem fatores de risco podem realizar avaliações a cada dois ou três anos. Já quem apresenta condições como hipertensão, diabetes ou colesterol elevado deve manter acompanhamento mais próximo, geralmente anual.
Segundo Dr. Fernando, crianças e adolescentes só precisam de avaliação especializada diante de sinais de alerta, como sopros suspeitos, desmaios, dor no peito, cansaço excessivo ou histórico familiar de morte súbita. Na ausência desses fatores, o acompanhamento com o pediatra é suficiente.
Fatores de risco e exames: o que realmente importa
Hipertensão, diabetes, colesterol alto, obesidade, sedentarismo e tabagismo estão entre os principais fatores de risco para doenças cardiovasculares. O histórico familiar de infarto precoce também merece atenção especial.
O especialista alerta que exames como o eletrocardiograma e o teste ergométrico não devem ser feitos de forma indiscriminada. Em pessoas sem sintomas, esses exames têm baixa capacidade de detectar doenças. O uso deve ser direcionado, principalmente para indivíduos com risco intermediário ou sintomas.
Exercício físico e saúde do coração
A prática de atividade física é uma das principais aliadas da saúde cardiovascular. Na maioria dos casos, não é necessário realizar exames antes de começar a se exercitar, especialmente entre pessoas jovens e sem fatores de risco.
Por outro lado, indivíduos sedentários acima dos 35 anos, pessoas com doenças pré-existentes ou que pretendem iniciar atividades de alta intensidade podem precisar de avaliação médica prévia.
Durante o exercício, alguns sinais exigem atenção imediata: dor no peito, falta de ar desproporcional, tontura, desmaio ou palpitações intensas. Nessas situações, a orientação é interromper a atividade e buscar avaliação médica.
Prevenção começa no dia a dia
Mais do que exames, a prevenção está diretamente ligada ao estilo de vida. Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do estresse e abandono do tabagismo são medidas comprovadamente eficazes para reduzir o risco de infarto e AVC.
“A doença cardiovascular se desenvolve ao longo dos anos, muitas vezes de forma silenciosa. Por isso, cuidar dos fatores de risco é o que realmente faz diferença”, reforça o cardiologista.
No combate às doenças que mais matam no país, a mensagem é clara: a prevenção continua sendo o melhor caminho e começa muito antes de qualquer exame.
Sobre o Grupo São Cristóvão Saúde
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