Especialista da clínica destaca que a doença é altamente prevenível, mas diagnóstico tardio e baixa cobertura de exames e vacinação ainda mantêm o câncer entre os mais incidentes entre mulheres brasileiras

Durante o Março Lilás, campanha nacional de conscientização sobre o câncer do colo do útero, a Clínica Elsimar Coutinho reforça um alerta importante para a saúde pública. Apesar de ser um dos tipos de câncer com maior potencial de prevenção, a doença ainda provoca milhares de diagnósticos e mortes todos os anos no país.

Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar cerca de 19.310 novos casos de câncer do colo do útero por ano no triênio 2026–2028, o que representa um risco estimado de 17,59 casos para cada 100 mil mulheres. Em 2023, foram registrados 7.209 óbitos pela doença, com taxa de mortalidade de 6,65 mortes por 100 mil mulheres.

Para a diretora médica da Clínica Elsimar Coutinho, Dra. Daniella Campos, o cenário mostra que o país ainda enfrenta dificuldades para ampliar o acesso à prevenção e ao diagnóstico precoce. “Trata-se de um tipo de câncer que, com a estratégia certa, poderia ser quase totalmente prevenido. Contamos com recursos comprovados, como vacinação contra o HPV, rastreamento por exames e tratamento precoce das lesões precursoras. O desafio atual é garantir a cobertura dessas medidas para toda a população feminina”, afirma.

Terceiro câncer mais comum entre mulheres

No Brasil, o câncer do colo do útero ocupa atualmente a terceira posição entre os tumores mais incidentes na população feminina, desconsiderando os tumores de pele não melanoma.

A doença é causada principalmente pela infecção persistente do Papilomavírus Humano (HPV), vírus sexualmente transmissível e muito comum. Estima-se que a maioria das pessoas que mantém relações íntimas terá contato com o HPV ao longo da vida, embora apenas uma parcela evolua para lesões que podem resultar em câncer.

Globalmente, esse tumor também representa um importante desafio para os sistemas de saúde. A condição clínica registra cerca de 661 mil novos casos e aproximadamente 348 mil mortes por ano no mundo, sendo o quarto câncer mais comum entre mulheres.

De acordo com a Dra. Daniella Campos, a evolução lenta da doença oferece uma janela importante para prevenção. “O câncer cervical geralmente se desenvolve ao longo de vários anos, a partir de lesões precursoras que podem ser identificadas com antecedência. Quando detectado precocemente, as chances de cura podem ultrapassar 90%”.

Desigualdade regional agrava o problema

Apesar dos avanços no diagnóstico e na prevenção, o impacto da doença não é uniforme no país.

Dados do INCA mostram que o câncer do colo do útero é o segundo mais incidente nas regiões Norte e Nordeste, onde as taxas podem ultrapassar 20 casos a cada 100 mil mulheres, números significativamente superiores aos observados em regiões mais desenvolvidas.

Essas diferenças refletem desigualdades históricas no acesso à informação, aos exames preventivos e à vacinação.

“Ainda existe um grande desafio de acesso à prevenção no Brasil. Muitas mulheres deixam de fazer o exame por dificuldades de acesso ao sistema de saúde ou por falta de informação sobre a importância do acompanhamento ginecológico regular”, explica a diretora médica.

Prevenção: vacina e exame que salvam vidas

A prevenção do câncer do colo do útero se baseia em duas estratégias principais: vacinação contra o HPV e rastreamento por meio do exame Papanicolau.

Desde 2014, a vacina contra o HPV está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas e meninos entre 9 e 14 anos, protegendo contra os tipos do vírus mais associados ao desenvolvimento da doença.

Já o exame Papanicolau, recomendado para mulheres entre 25 e 64 anos, permite identificar alterações celulares antes que elas evoluam para câncer. “O Papanicolau continua sendo uma das estratégias mais eficazes para reduzir a mortalidade por câncer do colo do útero, ao detectar alterações celulares ainda em estágio inicial, quando o tratamento é mais simples e as chances de cura são muito maiores”, orienta a Dra. Daniella Campos.

Manter o acompanhamento ginecológico regular pode reduzir significativamente o risco de desenvolvimento da doença.

Março Lilás reforça a importância da informação

A campanha Março Lilás busca ampliar a conscientização sobre a prevenção do câncer do colo do útero e incentivar mulheres a realizarem exames preventivos regularmente.

Para a Clínica Elsimar Coutinho, campanhas como esta são essenciais para enfrentar uma doença que ainda apresenta números expressivos no Brasil, apesar de ser amplamente prevenível.

“Esse tipo de câncer é um exemplo claro de como informação e acesso à saúde podem salvar vidas. A prevenção permite evitar milhares de diagnósticos e mortes todos os anos”, conclui a especialista.

Sobre a Clínica Elsimar Coutinho

A Clínica Elsimar Coutinho foi fundada a partir do legado do médico e pesquisador Elsimar Coutinho, referência internacional em saúde hormonal. A instituição reúne uma equipe multidisciplinar dedicada a oferecer atendimento médico especializado e tratamentos modernos voltados ao equilíbrio hormonal, ao bem-estar e à qualidade de vida de mulheres e homens.

Fundadas em Salvador, a clínica expandiu sua atuação para capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. A instituição oferece diversas especialidades médicas como ginecologia, urologia, endocrinologia, nutrologia, nutrição e mastologia, aliando conhecimento científico, tecnologia e atendimento humanizado para promover saúde e equilíbrio hormonal em todas as fases da vida.

Sobre a Dra. Daniella Campos Oliveira

A Dra. Daniella Campos Oliveira é ginecologista e obstetra, diretora médica da Clínica Elsimar Coutinho, em São Paulo. Possui residência médica em Ginecologia e Obstetrícia pela Santa Casa de São Paulo e especialização em Cirurgia Minimamente Invasiva. Também é especialista em Ultrassonografia Geral e em Ginecologia e Obstetrícia pelo IBCC, além de Ginecologia Regenerativa Funcional e Estética pela ABGRE. Sua formação e atuação são pautadas em cirurgia minimamente invasiva, implantes hormonais e em temas voltados à saúde integral da mulher.

Referências

[1]https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/numeros/estimativa/sintese-de-resultados-e-comentarios

[2]https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/colo-do-utero/versao-para-populacao?utm_source=chatgpt.com

[3]https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/numeros/estimativa?utm_source=chatgpt.com

[4]https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/cervical-cancer?utm_source=chatgpt.com

[5] https://gco.iarc.fr/en

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