Créditos: iStock


Pesquisa mostra os principais alertas percebidos pelos brasileiros ao identificar fraudes digitais

Com a evolução constante dos golpes digitais, os consumidores brasileiros estão cada vez mais expostos a tentativas de fraude, especialmente em períodos de grande movimentação do comércio, como a Black Friday e o Natal.

Uma nova pesquisa da Branddi, especialista em proteção de marcas no ambiente digital, revela quais são os principais sinais que despertam desconfiança e indicam que uma oferta pode, na verdade, ser um golpe. O principal alerta segue sendo os preços muito abaixo do mercado, mencionados por 78% dos entrevistados como o fator que mais levanta suspeitas.

No entanto, o levantamento mostra que outros sinais também são percebidos pelos consumidores e ajudam a identificar fraudes online.

Setores mais impactados pelos golpes digitais

Embora os golpes atinjam diretamente os consumidores, as marcas também acumulam prejuízos relevantes. Além da quebra de confiança e do impacto na reputação, compras realizadas por meio de fraudes representam perdas financeiras e danos à credibilidade das empresas.

Segundo dados internos da Branddi, o varejo foi o setor mais afetado no período analisado, concentrando 40% dos ataques, seguido pelo segmento financeiro (21%) e pelo setor de tecnologia (10%).

Redes sociais concentram a maioria das tentativas de golpe

As tentativas de fraude chegam aos consumidores por diferentes canais, como e-mails falsos ou links que direcionam para sites fraudulentos. Ainda assim, as redes sociais seguem como o principal meio de abordagem51% dos entrevistados afirmaram ter se deparado com anúncios falsos em plataformas como Instagram, TikTok ou Facebook. Na sequência, aparecem os perfis falsos, também criados dentro dessas redes (32%).

Como se proteger dos golpes online?

Para os consumidores, algumas medidas simples podem reduzir significativamente o risco de cair em fraudes digitais. Segundo Diego Daminelli, CEO da Branddi, o primeiro passo é sempre buscar canais oficiais antes de realizar uma compra.

“Indicamos que os consumidores priorizem sites oficiais, com domínios confiáveis, especialmente os terminados em .com.br. Verificar a URL é fundamental, já que os golpistas costumam utilizar variações mínimas, como .shop-oficial ou br-oficial, para confundir o usuário”, explica.

“Outra recomendação importante é nunca finalizar compras por números de WhatsApp desconhecidos e manter a desconfiança diante de preços excessivamente baixos, mesmo em períodos como a Black Friday, conhecidos por grandes promoções”.

“Por fim, é essencial utilizar ferramentas de verificação da legitimidade dos sites antes de concluir uma compra. Soluções como a da Branddi (https://fraudeounao.branddi.com/) ajudam a validar a idoneidade de e-commerces, especialmente quando se trata de marcas novas ou pouco conhecidas”, completa Daminelli.

Já para as marcas, a proteção digital deve ser encarada como uma estratégia contínua: “Monitorar o uso indevido da marca, agir rapidamente contra fraudes e manter uma comunicação clara com o consumidor são ações indispensáveis para preservar a reputação e a confiança no ambiente digital”, finaliza Daminelli.

Metodologia

- Público: foram entrevistados 500 brasileiros de todos os estados do país, incluindo mulheres e homens, com idade a partir dos 18 anos e de todas as classes sociais.

Coleta: os dados do estudo foram levantados via plataforma de pesquisas online. O índice de confiabilidade foi de 95%, e a margem de erro foi de 3,3 pontos percentuais.

Data de coleta: realizada no dia 12 de janeiro de 2026.

A pesquisa também utilizou dados internos da Branddi para revelar os setores mais impactados no período. Para esse trecho, foi considerado as informações próprias da marca a partir da carteira de clientes atendidos.


assessoria