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Porto Velho

Veja a entrevista com Cristiane Lopes, candidata à Prefeitura de Porto Velho

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O Jornal de Rondônia 2ª edição e o G1 Rondônia iniciaram na última segunda-feira (23) a rodada de entrevistas com os dois candidatos à Prefeitura de Porto Velho que disputam o segundo turno das eleições municipais 2020: Hildon Chaves (PSDB) e Cristiane Lopes (PP).

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A ordem das entrevistas foi definida em sorteio realizado com a presença de representantes dos dois candidatos. Nesta terça (24) a entrevistada é a candidata Cristiane Lopes. Na segunda-feira foi a vez de Hildon Chaves.

Natural de Porto Velho, Cristiane Lopes tem 37 anos, é casada e atualmente atua como vereadora. A candidata foi eleita vereadora em 2016, disputou o cargo de deputada nas eleições 2018, quando ficou como suplente, e concorre pela primeira vez à prefeitura da capital.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Entrevista candidata à prefeitura de Porto Velho Cristiane Lopes

Saneamento básico

Questionada sobre a situação do saneamento básico em Porto Velho, que tem um dos piores índices entre as capitais, a candidata falou do Plano Municipal de Saneamento Básico e do Marco Regulatório aprovado pelo Governo Federal.

“Hoje nós temos menos de 5% de rede de esgoto, de tratamento para a nossa cidade de Porto Velho, menos de 30% também de água tratada de acordo com os dados do Trata Brasil. A gente precisa implementar o Plano Municipal de Saneamento Básico, que ainda não foi aprovado, ainda não implementado, isso a partir de 2021, e alinhado com o novo Marco Regulatório do Saneamento Básico, essas duas leis vão nos nortear para que nós possamos iniciar esse grande trabalho que nós precisamos fazer aí nos próximos quatro anos”.

Pergunta sobre um prazo, Cristiane afirmou que esse é um trabalho de longo prazo. “Nós vamos iniciar esse grande trabalho. Não posso dizer que em quatro anos de mandato a gente vai conseguir solucionar em 100% esse problema que é histórico aqui na nossa cidade, mas a nossa meta é iniciar o trabalho, é reduzir drasticamente o alagamento na nossa cidade. Por isso que a gente vai implantar o Sigu, que é o Sistema de Gerenciamento Integrado Urbano na capital, e dentro dessa coordenadoria que vai estar ligada direto ao Gabinete, nós vamos poder hoje integrar secretarias que hoje elas precisam de um realinhamento para poder trabalharem coordenadas e conseguirem resolver esse problema do alagamento”.

Meritocracia

A candidata também foi perguntada sobre o estímulo à meritocracia citado no plano de governo, como seria realizado e como isso impactaria na folha de pagamento dos servidores.

“Na folha de pagamento, não, porque na folha de pagamento é a questão do PCCR dos servidores que nós precisamos avaliar, enxugar a máquina pública para a gente conseguir melhorar a questão salarial do nosso servidor hoje. Agora, essas metas de estímulos, é incentivando por exemplo um diretor de escola, incentivando os nossos diretores, não para uma competição, mas para que passem por avaliações, para que possam ter incentivos e através desses incentivos eles possam melhorar cada vez mais, com o corpo técnico daquela escola, a qualidade das nossas crianças. A gente vai implantar também a gestão democrática nas nossas escolas, onde o Conselho Escolar, a própria comunidade é que vai escolher quem é diretor daquela escola”.

Ocupação de terrenos

Sobre a ocupação de terrenos vazios ou subutilizados como estratégia para controlar a dispersão urbana proposta pela candidata, Cristiane disse que proprietários de espaços que não estão sendo utilizados devem ser contatados para a realização de uma limpeza.

“Hoje nós temos muitos espaços, muitos terrenos de propriedades particulares onde a gente precisa rever, buscar, localizar essas pessoas, porque são considerados espaços vazios e que estão servindo inclusive para consumo de drogas, hoje para deixar produtos furtados, produtos roubados, e isso deixa a nossa cidade com outro visual, e isso traz várias outras consequências, inclusive locais que servem hoje, são utilizados para a prática de crimes. A gente precisa reavaliar isso, fazer essa identificação e levar, encaminhar para o proprietário daquele local a limpeza urbana que será feita ali para deixar a cidade com um visual diferente”.

Risco de 2ª onda da Covid-19

Questionada sobre o risco de uma segunda onda de contaminação com o novo coronavírus, Cristiane Lopes declarou que não cogita adotar medidas de isolamento rígido para frear a contaminação na capital caso seja eleita. A candidata também confirmou ser contra o fechamento parcial e total de serviços considerados não essenciais no município.

“O isolamento rígido eu acredito que não é o que vai funcionar. Inclusive em alguns momentos nós tivemos aqui em Porto Velho, em todo o estado, mas principalmente aqui e não deu certo. O que vai funcionar é a gente analisar todos os processos licitatórios que estão em andamento nesse exato momento para a aquisição de compras dos medicamentos. E a gente vê, com as experiências que a gente tem escutado, de pessoas que adquiriram esse vírus, ela atua de uma maneira muito agressiva e muito rápida no organismo. Então, a gente percebe, e pelos especialistas que a gente tem ouvido sobre isso, que o quanto antes a pessoa receber o kit de medicamento, começar a tomar esse medicamento, ela vai fazer com que reduza a gravidade da doença. Então a população precisa ser atendida rápido. É isso que precisa ser feito. Processo licitatório sem deixar de faltar medicamento, sem deixar faltar EPI para os servidores continuarem trabalhando e também os testes rápidos. Para isso, a prefeitura de Porto Velho sozinha não dá conta. Ela precisa dialogar com as instituições, com o governo do Estado, também o Governo Federal, buscando ajuda mesmo para que a gente venha a ter mais medicamento, para que a gente venha estabelecer um protocolo. Distanciamento social precisa ser mantido, álcool, também a máscara, e essa divulgação massiva o tempo todo nas emissoras. Temos que ter também um ponto específico 24 horas. Não deveria ter parado jamais o atendimento. Ele deveria ter continuidade. Eu sou contra o fechamento do comércio, por exemplo. Corremos risco de duas crises ao mesmo tempo”, disse a candidata.

Implantação do ensino integral

Perguntada sobre o ensino integral, a candidata respondeu que sonha com a implantação, mas se a prefeitura tiver condições. Uma das estratégias apontadas por Cristiane Lopes para a implantação desse ensino seria a ampliação de vagas nas instituições.

“A princípio, nós precisamos ampliar as vagas. Construir mais salas de aula. Nós temos alguns terrenos, alguns espaços dentro de algumas escolas do município que dentro desses terrenos nós conseguimos ampliar as vagas, fazendo parceria, por exemplo, através de emendas parlamentares com todos os nossos deputados estaduais, federais e senadores. A gente consegue recurso de emenda parlamentar para ampliar essa quantidade de vagas. Hoje nós temos algumas creches que estão travadas no nosso município, algumas inclusive até por questão de regularização do terreno. Da falta do georreferenciamento na cidade”, explicou a candidata.

Diversidade no governo

Cristiane também foi questionada sobre como pensa em trabalhar a diversidade de funcionários caso seja eleita prefeita da capital. A candidata respondeu que o objetivo é contratar pessoas capacidades aos respectivos cargos e não focar em questões religiosas ou de cor como critério de seleção à sua gestão.

“Quando a gente faz uma avaliação para a escolha de um secretário, por exemplo, a gente avalia tecnicamente. A gente avalia a pessoa tecnicamente, a capacitação dela para estar naquela pasta. Eu não vejo como critério de avaliação questão de religião, raça. A gente vai priorizar as pessoa que estarão capacitadas para cada função. Não tem como a gente dizer que vai fazer uma escolha por conta de gênero ou raça. É uma escolha realmente para um trabalho, para exercer uma função. Então conto com aquela pessoa com a capacidade técnica que ela tiver, se ela estiver preparada, se for na saúde, na educação, dependendo da pasta é o que vai ser analisado. É o currículo”, reforçou Cristiane Lopes.

G1