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Três momentos em que a tecnologia digital transformou a agricultura da AMAGGI


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Computador de bordo recebe indicadores e compartilha dados do trabalho em campo

Cada vez mais presente em eventos, fóruns e debates sobre inovação na agricultura, a AMAGGI tem mostrado a diversos públicos como a tecnologia e soluções criativas ajudaram a tornar sua produção agrícola mais eficiente e sustentável ao longo dos anos. “Na agricultura, a natureza é quem decide a nossa vida, então temos controle sobre pouquíssimas variáveis. Mas, dentro da margem estreita em que podemos atuar, aprendemos ao longo dos últimos anos que uma gestão baseada em conectividade pode nos proporcionar saltos de qualidade, produtividade e sustentabilidade”, explica diretor geral da AMAGGI Agro, Pedro Valente.

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Segundo ele, nesses últimos 10 anos a AMAGGI passou por pelo menos três momentos cruciais que transformaram seu jeito de fazer agricultura. E não que isso signifique mudanças drásticas na paisagem das lavouras: drones sobrevoando os campos, fazendas verticais e colheitas feitas por robôs ainda fazem parte de um futuro próximo; por ora, a mudança concreta é mais de software que de hardware. “A gente não está só trazendo equipamentos, a gente está mudando a forma de trabalhar”, afirma Pedro.

Confira 3 momentos em que a tecnologia digital transformou a agricultura da AMAGGI – e uma aposta para o próximo momento de transformação.

1 – Democratização da informação no campo

A primeira etapa da transformação digital na produção agrícola da AMAGGI tem como símbolo a figura – hoje já não tão inusitada – de um coordenador de campo trabalhando com um tablet em meio à lavoura. De acordo com o gerente de produção agrícola, Ricardo Moreira, há alguns anos os coordenadores passaram a utilizar esta ferramenta nas fazendas da AMAGGI para poder receber instruções e informações enviadas pela sede da fazenda e compartilhar dados obtidos no talhão e sobre a operação de máquinas agrícolas com uma agilidade nunca antes experimentada.

Em resumo, explica o gerente, os dados coletados em campo pelos coordenadores são enviados ao escritório da fazenda, onde são processados, e retornam ao coordenador como indicadores operacionais. Esta lógica se consolidou com o estabelecimento de conectividade entre as próprias máquinas (colheitadeiras, plantadeiras, pulverizadoras etc.), proporcionando processamento de dados que acaba evitando sobreposições, racionalizando deslocamentos e otimizando o desempenho.

2 – Salto na qualidade das operações

Depois que as sedes das fazendas passaram a ter conexão direta com colaboradores e máquinas em campo, e que todos passaram a ter conectividade entre si, chegou o momento de realizar um salto de qualidade nas operações agrícolas – com ajustes finos no desempenho das máquinas em tempo real e análise precisa do microclima por talhão.

Esse salto foi possível com a implantação do projeto Telemeclima, que proporcionou, entre outros, a gestão em tempo real de máquinas e implementos agrícolas, em atividade sempre sintonizada com o monitoramento do microclima, realizado, por exemplo, com auxílio do primeiro radar meteorológico para a agricultura de Mato Grosso (instalado na fazenda Tucunaré, no oeste do Estado, e com raio de alcance de 70 km) e de estações meteorológicas automatizadas abrangendo, cada uma, cerca de 800 hectares. Moreira esclarece que o radar não é utilizado para previsões meteorológicas (forecasting), mas para colher informações climatológicas imediatas em tempo real (nowcasting), identificando, por exemplo, precipitações formadas e em deslocamento dentro da área em um período de até 6 horas.

Com auxílio de todo esse aparato, no dia-a-dia de trabalho as recomendações agronômicas para as operações na lavoura são enviadas para o computador de bordo da máquina agrícola, a qual, por sua vez, ao operar, também emite alertas para a sede da fazenda – no Centro de Operações Agrícolas (COA) – sobre o que está acontecendo no trabalho no campo em tempo real.

“A pulverização, por exemplo, é uma etapa do processo produtivo muito delicada, com uma interferência direta do clima. Então, é necessário realizar no momento preciso e cada dia é um cenário climático diferente”, conta Moreira, comentando também que ainda é necessário calibrar os dados obtidos pelo radar meteorológico e que ainda continua o processo de aprendizagem para lidar com o volume de informações geradas por ele.

3 – Conectividade 4G: inclusão digital nas fazendas

“Se a gente se aprofundar na questão da digitalização focada na qualidade das operações, um terceiro momento de transformação foi quando entrou a conectividade 4G para os colaboradores das fazendas. Afinal, nem todo mundo tem rádio-amador. Depois que instalamos a estrutura para a conectividade 4G, os colaboradores que atuam no campo estão criando grupos de WhatsApp por interesse e área, nos quais conseguem resolver muitos problemas rapidamente, com troca de orientações e experiências. E também estou vendo a felicidade das pessoas com o celular na mão no meio das fazendas, coisa normal na cidade e que não existia na fazenda. Está gerando um conforto e uma mudança na qualidade de vida das pessoas que não temos nem como medir. É uma inclusão digital na fazenda”, relata Moreira.

Próximas transformações? 

Inteligência artificial, rastreabilidade de tudo, automação e robótica

Segundo Moreira, em um futuro próximo certamente a gestão agrícola contará com a presença constante da inteligência artificial para auxiliar a tomada de decisões, a partir de cálculos baseados em Big Data. “Não se trata da máquina tomando o espaço do homem, decidindo as coisas por ele, mas de você ter uma capacidade imensa de interpretar dados – do céu, do chão, da máquina, da semente -, processar, gerar meia dúzia de insights e tomar as decisões na hora de gerir a lavoura”, imagina o gerente.

Também no curto prazo, esse volume imenso de informações disponíveis deverá proporcionar que todo grão e toda fibra produzida em uma fazenda tenha 100% de transparência e rastreabilidade, atendendo a uma demanda já recorrente no mercado internacional de commodities. Assim, qualquer interessado no mundo terá acesso a dados de origem, armazenamento, transporte, processamento e até de eventuais impactos ambientais vinculados à produção da commodity em questão. Já em médio e longo prazos, Moreira aposta na expansão da automação e da robótica nas diversas atividades abrangidas pela gestão do campo.

(Assessoria)