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Tarcísio diz que MT produzirá 130 milhões de toneladas de grãos e há espaço para todas as ferrovias


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O ministro Tarcísio de Freitas, que esteve em Cuiabá nesta sexta-feira (20), afirmou que Mato Grosso deve produzir 130 milhões de toneladas de grãos daqui a nove anos e, por isso, há espaço para todas as ferrovias. Segundo ele, a intenção do Governo Federal é que haja cada vez mais transporte de produção agrícola por meio de trens.

“Mato Grosso hoje produz 70 milhões de toneladas de grãos. A previsão é que produza 130 em nove anos. Vocês têm ideia do que é 130 milhões de toneladas de grãos? Só para dar um número, a Ferronorte hoje está fazendo 22, 24. Significa que há espaço para todo mundo e a gente tem simulado isso constantemente”, defendeu o ministro.

A argumentação veio diante das dúvidas de se o Governo Federal iria impedir a concessão de uma ferrovia estadual, o que Tarcísio negou, afirmando que quanto mais ferrovias, melhor. “Você pode ter uma ferrovia indo para Miritituba pegando 30, 35, 40 milhões de toneladas? Pode. E tem espaço para descer mais 30, 35, 40 milhões de toneladas ao sul? Tem. E tanto tem que as coisas são integradas, que a política de transporte está sendo feita dessa forma, que só é possível a extensão da Ferronorte agregar mais carga, que a gente fez a prorrogação da malha paulista, porque toda essa carga vai cair lá”, completou.

Tarcísio ainda explicou que a capacidade da malha paulista será duplicada em cinco anos para conseguir receber toda a quantidade de produção. “A gente vai sair de uma ferrovia de R$ 6 bilhões de investimento em cinco anos, de uma ferrovia que tinha uma capacidade de 35 milhões de toneladas, para uma ferrovia com 75 milhões de toneladas de capacidade e que vai chegar em pouco tempo a 100, 105, 110 milhões. E o que a gente está trabalhando agora? A recepção no Porto de Santos, porque também não adianta chegar essa carga toda e a gente ter uma limitação de operação do porto”.

O ministro afirmou que serão investidos quase R$ 2 bilhões em estrutura ferroviária na recepção do Porto de Santos para operar com composições maiores e poder fazer a operações de desembarque mais rapidamente. “Observe que esse esforço é integrado, o que vai ser feito aqui vai repercutir lá, e isso tudo está sendo enxergado. Há muita sinergia nas ações do governo”, disse.

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