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Skatista Rayssa Leal faz história e conquista prata aos 13 anos


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A skatista Rayssa Leal, 13, gravou seu nome na história do esporte e dos Jogos Olímpicos nesta segunda-feira (26), com a medalha de prata na categoria street das Olimpíadas de Tóquio-2020.

O ouro e o bronze ficaram com as japonesas Momiji Nishiya, 13, e Funa Nakayama, 16.

Essa é a primeira vez que o skate é disputado nos Jogos, e o Brasil já havia saído com uma medalha no primeiro dia do street, a prata de Kelvin Hoefler neste domingo (25). As provas da categoria park serão realizadas em 4 e 5 de agosto.

Se antes havia a expectativa de um pódio duplo ou até triplo, já que o Brasil tinha algumas das principais participantes da prova, coube a Rayssa a responsabilidade de buscar a medalha sozinha, após as surpreendentes eliminações de Pâmela Rosa e Leticia Bufoni nas eliminatórias.

Após a conquista, Rayssa afirmou que as conterrâneas também foram representadas por sua medalha e ainda disse que o skate é “para todo mundo”. “Podemos provar que não é só para meninos”, disse ela à TV Globo após a cerimônia de premiação.

Rayssa Leal, fenômeno do esporte aos 13 anos, é a participante mais nova do Brasil na história dos Jogos e agora também a mais nova medalhista do país.

Natural de Imperatriz (MA), ela ganhou projeção nas redes sociais aos 6, com um vídeo em que aparecia acertando manobras vestida com uma fantasia da personagem Sininho. Isso lhe rendeu o apelido de Fadinha, que a acompanha até hoje.

Nos últimos anos, a atleta de 1,47 m de altura e 35 kg se tornou um dos principais nomes do street no mundo. Foi vice-campeã mundial em 2019 e chegou bem cotada para as Olimpíadas.

O surgimento dela e de outras adolescentes com destaque no skate alimentou o debate sobre a criação de um limite mínimo de idade para participar dos Jogos, algo que já ocorre em outros esportes, como a ginástica artística. O tema deve ser discutido para a próxima edição, em Paris-2024.

No Japão, Rayssa está acompanhada da mãe, Lilian, que tem acesso à Vila Olímpica. Nos últimos dias, ela viralizou ao chamar a lenda Tony Hawk de “tio”, interagir com famosos nas redes sociais e ser adotada com carinho pela torcida brasileira.

Ela, que costuma definir sua relação com o esporte como uma “brincadeira com responsabilidade”, de fato conseguiu encarar a pressão da estreia olímpica de maneira leve e concluiu da forma como está acostumada: sorrindo e com uma medalha no pescoço.

Eliminações precoces de Leticia e Pâmela

Pâmela e Leticia lidaram de formas diferentes com a frustração. A primeira publicou uma foto do seu tornozelo bastante inchado nas redes sociais com uma legenda: “Mais uma vez enfrentei uma competição lesionada, mas essa lesão não me parou, fui até onde consegui”.

Inicialmente, ela preferiu não conversar com a imprensa, mas depois falou. “Eu não gosto de perder, claro. Queria muito essa medalha. Fiquei chateada porque eu queria ter andado mais, mostrado mais o meu skate, porém não consegui por conta do meu pé e de muitas coisas que vêm acontecendo, mas faz parte. Agora já foi, bola pra frente, levantar a cabeça e se preparar ainda mais porque daqui três anos tem outra.”

Para ela, pesou não ter pessoas mais próximas perto na hora da competição. A atleta foi ajudada por Kelvin Hoefler, assim como havia o ajudado no domingo. Os dois não costumam trabalhar junto com o comando técnico destacado pela confederação. “Sou muito acostumada em ter meu empresário comigo. Então, acho que não poder ter alguém com quem eu me sinta muito bem ali, praticamente me senti um pouco sozinha.”

Já Leticia demonstrou estar tranquila durante a entrevista. “Infelizmente, não deu para mim. Foi um erro de cálculo que a gente fez no final. Eu achei que a última manobra me levaria para a final, então não quis me arriscar muito, quis garantir, só que acabou não sendo o suficiente. Acontece.”

Ela comentou que passado o lamento só pensava em ajudar Rayssa, a garota que realizou um sonho ao conhecê-la e agora foi medalhista olímpica incentivada pela amiga.

 

Midianews.com.br

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