Conectado por

Rondônia

Sem estradas transitáveis não há como combater e controlar a pandemia

Publicado por

em

A pauta da mídia mundial é o coronavírus, pandemia que assombra o mundo e, apesar de há meses matando humanos, em algumas regiões em grande quantidade, sem que se consiga um antídoto, uma vacina, mesmo em tempos de tecnologia avançada (?) nos obrigada a repensar o futuro. Mas como temos que levar a vida, enquanto a temos, um assunto que preocupa a todos, hoje, mas com sérias consequências para o amanhã é relacionado a malha viária, para garantir o direito constitucional de ir e vir, no caso de Rondônia.

Continua após a publicidade

A região tem clima atípico e há apenas duas estações climáticas durante o ano. Seis meses chove praticamente todos os dias (inverno) e outros seis meses é de seca (verão), quando as chuvas são ocasionais.

Sem estradas transitáveis não há como combater e controlar a pandemia

Há que se admitir que o problema do mundo atual é encontrar a vacina para o coronavírus. Mas como temos que ser otimistas e pensar o futuro, que o momento difícil será superado em breve, há a necessidade de saber se estamos nos preparando para as dificuldades que virão pela frente, inclusive desemprego, escassez de alimentos, remédios, atendimento à saúde, educação, social, além de outras prioridades.

Para que tudo funcione, mesmo que precariamente é necessário comer, se alimentar e, para isso dependemos da nossa produção agrícola, da pecuária, da produção de leite, da piscicultura. O que é produzido deve ser comercializado, por isso dependemos do comércio, da indústria, do profissional liberal. E de saúde pública e privada suficientes para poder atender a mínima demanda do pós-pandemia.

O Brasil é dependente em quase 70% do transporte rodoviário. O País, de dimensões continentais depende de boas estradas para garantir o alimento, o remédio, a vacina, os insumos para fomentar a produção, seja agrícola, pecuária, industrial ou comercial e Rondônia, principalmente, um dos maiores polos produtores agropecuários do país está com a malha rodoviária comprometida.

Além da preocupação com a situação provocada pelo coronavírus, o presidente da Assembleia Legislativa (Ale), Laerte Gomes (PSDB/Ji-Paraná) está preocupado e indignado com a situação crítica da malha rodoviária de Rondônia, seja a que deveria estar pavimentada, as ROs, mas que estão tomadas pelos buracos e as de leito natural, com regiões sem condições de tráfego.

As ROs que deveriam estar pavimentadas estão esburacadas e as vicinais sem as mínimas condições de tráfego

O período chuvoso em Rondônia inicia no mês de setembro de cada ano, mas em 2019 já chovia com intensidade em várias regiões do Estado. Já estamos praticamente na metade do mês de abril de 2020 e continua chovendo com regularidade em Porto Velho e região, principalmente.

As estradas que já não apresentavam boas condições de trafegabilidade, antes mesmo do início do período de chuvas, agora estão em estado lastimável. Laerte, que vem alertando sobre o problema, antes mesmo da temporada chuvosa, agora cobra a direção do DER e, consequentemente o governo do Estado com veemência, E está coberto de razões. Outros deputados também cobraram o DER, durante as últimas semanas, porque o direito de ir e vir das pessoas, do transporte da safra agrícola, do leite, do peixe, estão comprometidos devido à falta de estradas em condições de uso normal.

Durante a semana o presidente Laerte Gomes foi mais duro com o diretor do DER, coronel Erasmo Meirelles e subiu o tom das cobranças, que vem fazendo para o comando da autarquia desde junho de 2019: “tem que começar a trabalhar de verdade ou pedir para sair”, disse Laerte.

E o problema não está limitado ao DER, às estradas vicinais, às ROs (rodovias estaduais pavimentadas, ou esburacadas como atualmente). A principal ligação rodoviária de Rondônia com outros estados, a BR 364, construída na década de 80 está com vários pontos na ligação de Porto Velho a divisa com o Mato Grosso, em Vilhena, com cerca de 700 quilômetros tomados pelos buracos causando acidentes, matando, enlutando famílias.

A 364, que no período de safra de grãos (soja, milho, café) tem tráfego intenso de carretas, muitas oriundas do Mato Grosso, circulando no trecho Vilhena-Porto Velho transportando para o porto graneleiro da capital. São cerca de 2,5 mil carretas, bitrens, treminhões/dia que transportam 50/60 mil quilos cada, e o pavimento construído com base para as jamantas, da época, com o máximo de 20 mil quilos, não suporta a demanda de veículos e o peso.

Hoje a prioridade é conseguir meios e formas de combater, controlar e erradicar o coronavírus, por enquanto sem muito sucesso, infelizmente, mas não podemos esquecer que o Estado não pode parar. As estradas são a garantia do futuro. Sem elas não teremos em muito breve, alimentos, remédios, medicamentos, etc., além de o combustível para garantir o abastecimento aos repositores, no caso os caminhoneiros, pois sem eles não há avião, barco, helicóptero, muito menos o que comer.

O medo e o temor de hoje podem ser materializados amanhã.

Fonte: www.rondoniadinamica.com