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Sem convênio com governo do AC, associação que acolhe pacientes com câncer precisa de doações


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A Associação Amigos do Peito, que acolhe pacientes do interior do estado que fazem tratamento contra o câncer em Rio Branco, pode fechar as portas por falta de recursos. Um dos problemas para a falta de dinheiro é o fim do convênio com o governo do Acre.

A casa abriga 22 duas pessoas, entre pacientes e acompanhantes, atualmente. Para manter as contas e alimentação em dia, a coordenação recebe doações dos associados e outras pessoas interessadas em ajudar.

“Quando tinha o convênio, o governo ajudava. Mas, desde então vivemos só de doações mesmo. A gestão passada pagou, mas o contrato não foi mais renovado, não pagaram mais ninguém e nem ajudam mais a gente”, explicou a coordenadora da casa, Erinalva Pereira.

Convênio

O governo afirmou que a associação recebe os recursos dele por meio da Central de Articulação das Entidades de Saúde (Cades). Porém, a central está sem receber o pagamento devido a problemas na documentação.

Já a Cades alegou que não falta nenhuma documentação. Segundo a coordenação, todos os documentos referentes ao convênio do ano passado foram entregues na Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) mês passado.

“Tudo que pediram referente a esse convênio, relatório, prestação de contas e notas estão nas mãos da Sesacre. Não está na nossa governabilidade esse parecer, precisa a Sesacre dar agilidade para prestação de contas. São dois convênios, que são para 29 entidades e está na Sesacre para aprovação, e o que estava pendente é em relação a outro convênio com o Ministério da Saúde”, explicou a coordenadora executiva, Vanessa Fernandes.

Abrigo

A coordenadora do abrigo diz que, de imediato, a associação necessita de doações de carne. Ela contou também que os funcionários estão desde janeiro sem pagamento.

“Os associados doam de R$ 20 a R$ 30 por mês e é com esse dinheiro que pagamos a energia. A alimentação é toda doada”, frisou.

A associação abriga pessoas do interior que não têm condições financeiras e nem lugar para ficar durante o tratamento contra o câncer. O paciente fica no local acompanhado de um parente, amigo ou conhecido.

“Damos comida, tem o transporte para levar para o hospital e não pagam nada com isso. São pessoas do interior e já diagnosticadas com câncer. Alguns moram aqui, tem uma paciente que está com sete meses aqui”, ressaltou.

Erinalva acrescentou que a entidade conta com 20 a 30 sócios que ajudam nas despesas. Cinco funcionários ajudam nos trabalhos no local, sendo uma coordenadora, motorista, cozinheira, zeladora e uma técnica em enfermagem.

“Queremos que paguem os funcionários. Alguns já querem desistir porque o convênio não foi renovado. Com o convênio a gente fazia a feira, pagava os funcionários, pagava energia e sem essa ajuda não temos como fazer”, lamentou.