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Agronegócios

Seguro rural e garantias sólidas facilitariam renegociação com agentes do BNDES, diz Bancoob

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Em meio à disputa entre produtores que querem renegociar dívidas de linhas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a recusa das instituições repassadoras, dois pontos podem ser destacados, segundo um dos principais agentes operadores da linha Pró CDD Agro. Para o Bancoob, de um lado a situação mostra a importância do produtor contratar seguro e, do outro, a repactuação exige garantias mais sólidas.

No caso retratado ontem (21) em Money Times, mostrando a judicialização de muitos produtores gaúchos contra bancos, depois de quatro safras seguidas ruins, o consultor de Agronegócio do braço financeiro do sistema Sicoob se diz surpreendido. “Em regiões com histórico de adversidades climáticas, se recomenda a compra de uma proteção para as lavouras”, afirma Gustavo Bastos Soares, para quem o Rio Grande do Sul se enquadra entre os mais altos riscos climáticos do Brasil para a produção rural.

Além do Proagro, custeado com recursos da União em até R$ 300 mil por produtor, há os seguros operados pelas seguradoras particulares. Naturalmente que nem sempre cobrem a totalidade dos prejuízos – e aí se entra em outra discussão antiga no Brasil quanto à baixa cobertura do sistema.

Mas, para o executivo do Bancoob, já ajuda, quando não já é suficiente para pequenos produtores renegociarem seus débitos.

Em relação à dificuldade das instituições aceitarem a renegociação, muitas vezes há o impedimento das garantias oferecidas. Um exemplo citado por Soares é quando o produtor apresenta “garantias hipotecárias”. Haveria muita demora para os agentes recuperarem o capital financiado em caso de insolvência do tomador.

E, aqui, também se desqualificaria algumas opiniões de que os bancos estão preferindo esperar a recuperação judicial à repactuação dos débitos, argumenta o representante do Bancoob/Sicoob.

A outra garantia opcional é a alienação fiduciária.

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