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Saúde é condenada a pagar R$ 100 mil por morte de recém-nascido após parto no interior do Acre

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Um casal ganhou na Justiça o direito a uma indenização no valor de R$ 100 mil pela morte do filho recém-nascido no hospital de Brasileia, interior do Acre. A decisão é da Vara Única da Comarca de Epitaciolândia, cidade vizinha, e foi publicada no site do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) nesta terça-feira (3).

A Procuradoria Geral do Estado informou que está estudando o caso, para decidir se irá recorrer ou não ao Tribunal de Justiça.

Ao G1, a advogada dos pais da criança, Giseli Andréia, relatou que a mãe, que na época tinha 16 anos, foi levada para o hospital de Brasileia e atendida por um clínico geral. O parto demorou cerca de seis horas e foi feito sem auxílio de um obstetra e pediatra.

“O fato aconteceu em 2014, se não me falho a memória. A ação tem um certo tempo. A criança não chorou quando nasceu, perceberam que tinha algum problema na cabeça, mas só depois de 36h, sem a criança apresentar nenhum sinal de ânimo, foi encaminhada para Rio Branco, onde morreu”, explicou a defesa.

Ainda segundo a advogada, a mãe enfrentou problemas durante o parto. Para a Justiça, houve omissão do Estado durante o atendimento da paciente.

“Tiveram que empurrar a barriga dela, fazer procedimentos de força porque o bebê não estava encaixado. O término da questão que o juiz utilizou para fundamentar foi a ausência de profissionais especializados no hospital”, complementou Giseli.