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Mato Grosso

São Lucas: Executivo nega dívida e acredita que valor pretendido seja ajuda para fechar ano no azul


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O prefeito Luiz Binotti e a secretária adjunta da Secretaria de Saúde, Vivian Fávaro, negaram nesta manhã que o município tenha dívida junto ao Hospital São Lucas. As declarações foram motivadas pelo anúncio da Câmara de Vereadores do trancamento da pauta até quitação de R$ 1,5 milhão que estariam pendentes relativos ao ano 2018.

De acordo com Vivian, todos os serviços contratualizados, que são cirurgias, exames e atendimentos de urgência e emergência estão pagos. Ela acrescentou que existem os termos de fomento, que complementam os custos da UTI, e que também estão em dia, e ainda um valor acrescido para custear os atendimentos de pacientes que passam pela Unidade de Terapia Intensiva e vão para os leitos. Esse valor é destinado para cobrir eventual despesa complementar. A secretária adjunto enumera que são repassados por mês cerca de R$ 1.120 milhão. Em 2018 foram destinados cerca de R$ 24 milhões para a Fundação Luverdense de Saúde, mantenedora do Hospital São Lucas, sendo R$ 16 milhões oriundos do tesouro municipal.

“O que pode haver de nebuloso nessa notícia, que eu acho que talvez não usaram bem as palavras, porque não há dívida, é uma solicitação que a Fundação fez no mês de janeiro, de uma subvenção, de um auxílio, de um algo a mais, de uma doação para com o hospital, como a Prefeitura vem fazendo ao longo dos anos. Há, sim, um pedido de auxílio, que fique bem claro não é serviço contratualizado”, assinalou Vivian. O pedido seria na ordem de R$ 1,5 milhão.

O prefeito disse que a administração tem evitado polemizar os assuntos relativos ao Hospital São Lucas. Binotti citou que a instituição ainda é deficitária e os recursos ainda são insuficientes para custear as despesas. “Estamos tratando desse assunto de como suprir esse déficit”, pontuou o gestor, assinalando que a administração vai auxiliar e que está estudando a forma como isso será feito. “Acredito que houve talvez um mal entendido, alguma declaração incorreta de que a Prefeitura estaria devendo esse dinheiro. Não, esse é um déficit do hospital e que estamos em conjunto buscando a solução”, destacou.

Binotti acredita que nos próximos anos o São Lucas passará a ser superavitário, mesmo diante dos desafios que estão sendo encarados pela nova gestão.

Em relação ao trancamento da pauta, o prefeito evitou confronto e acredita que até a próxima sessão a situação estará solucionada. “Acredito que, sim, antes da sessão do dia 11  teremos uma solução para cobrir esse déficit do hospital”, disse.