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Rondônia adota a vergonhosa escola de lata e MP mandar fazer rigorosa inspeção


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 Se no Brasil só se fecha a porta depois que a porta foi arrombada, o grave incêndio que matou jovens atletas da base do Flamengo, no Rio de Janeiro, acendeu a luz de alerta. E o Ministério Público de Rondônia demonstra que está bem atento e que vai contrariar essa máxima vergonhosa que só desonra o brasileiro. Isso mesmo. Rondônia já convive com a triste realidade de colocar crianças para estudar em containers, numa região onde o calor pode chegar aos 40 graus.

Para evitar incidentes, acidentes ou tragédia anunciada com os estudantes de Rondônia, o Ministério Público se antecipa e recomenda rigorosa inspeção do Corpo de Bombeiros em todas as escolas de Rondônia, mas, preferencialmente, àquelas que têm salas-containers.

Por recomendação do Ministério Público do Estado de Rondônia, o Corpo de Bombeiros Militar está realizando vistorias em todas as escolas municipais e estaduais no Estado de Rondônia, em especial a que possuem salas contêineres, para observar a conformidade do Projeto Contra Incêndio e Pânico.

A vistoria em escolas da rede pública que utilizam contêineres para sala de aula foi feita pelo diretor do Centro de Apoio Operacional da Educação (CAOP-Educação), Procurador de Justiça Rodney Pereira de Paula, em ofício encaminhado ao Comandante Geral do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Demagli da Costa Farias, no dia 1º de março de 2019.

No ofício, o MP estabeleceu um prazo de 30 dias para vistoria nas edificações escolares que utilizam contêineres para uso de sala de aula, trabalho que está em execução pelo Corpo de Bombeiros que já expediu notificações as escolas em situação irregular.

Desde do ano passado, o Ministério Público do Estado de Rondônia, por meio do CAOP-Educação, instaurou procedimento para que o Corpo de Bombeiros realize o trabalho de vistorias em todas as escolas públicas e estaduais e municipais de Rondônia para verificação da regularidade dos Projeto Contra Incêndio e Pânico.

Atualmente no Estado, de acordo com o diretor do CAOP-Educação, existem cerca de 1.400 escolas públicas (municipais e estaduais), com cerca de 350 mil alunos matriculados. “Estima-se que apenas de 2% a 3% dessas escolas tem essa situação regularizada em relação a projeto de contra Incêndio e Pânico”, observou. “Inclusive várias escolas já foram interditadas por não estarem com a situação regularizada quanto ao Projeto contra Incêndio e Pânico”, acrescentou Rodney Pereira de Paula. Com informações da Ascom/MP-RO

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