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Rio Grande do Sul recebe 50 pacientes clínicos de covid-19 vindos de Porto Velho, Rondônia

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O governo do Rio Grande do Sul recebeu naa terça-feira (26), 50 pacientes clínicos de coronavírus vindos de Porto Velho, capital de Rondônia. Eles foram enviados para hospitais de Porto Alegre e de Canoas. No sábado (23), o prefeito da cidade, Hildon Chaves, afirmou que os leitos no município para pacientes com covid-19 estão lotados.

A SES recebeu na segunda-feira (25) um relatório com informações sobre o quadro clínico e a situação de cada paciente. Para a transferência entre o aeroporto e os hospitais, serão utilizadas ambulâncias básicas e avançadas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Há possibilidade de a logística também envolver um micro-ônibus da Brigada Militar ou do Exército.

Nas redes sociais, o governador em exercício, Ranolfo Vieira Júnior, disse que “a solidariedade não tem distância nem fronteiras” e que o Estado atenderá a um pedido do Ministério da Saúde.

Já a secretária da Saúde, Arita Bergmann, ressaltou que o Estado se solidariza com a situação de Rondônia e agredeceu aos gestores municipais e aos hospitais que colocaram leitos à disposição. Em entrevista ao programa Gaúcha Faixa Especial, na noite deste domingo, ela afirmou que a baixa ocupação de leitos clínicos de pacientes com coronavírus (está em 22% neste momento) ajuda o Estado a planejar o recebimento desses pacientes.

A decisão foi tomada entre a SES e a secretarias municipais de Saúde das cidades que vão receber os pacientes.

— São pacientes clínicos que precisam de oxigênio e de outras demandas. O governo de Rondônia quer se precaver e evitar que esses pacientes acabem na UTI, porque o Estado vive uma situação de pré-colapso. Se forem para UTI, é possível que não recebam atendimento adequado _ explicou o diretor do Departamento de Regulação Estadual, Eduardo Elsade.

Eles ocuparão leitos de enfermaria – há possibilidade, no entanto, de que o quadro venha a evoluir e que precisem de leitos de UTI. Mesmo assim, o diretor de Regulação Estadual garante que o RS está preparado para receber as pessoas.

– Temos condições de suportar um eventual aumento de demanda e não temos receio em aceitar esses pacientes, colaborando com os Estados do Norte, que estão em dificuldade neste momento – garantiu Elsade.

Em 14 de janeiro, o governo do Estado já havia se colocado à disposição para receber pacientes de Manaus, em consequência do esgotamento da rede hospitalar da capital do Amazonas.

( https://gauchazh.clicrbs.com.br/ )