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Reportagem do Fantástico denuncia situação precária em ‘escolas de lata’ em Mato Grosso


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Escolas de Mato Grosso que oferecem salas de aulas em contêineres de metal foram tema de uma reportagem do programa Fantástico, da Rede Globo, neste domingo (3). Os alunos se queixam do calor e os pais e professores apontam os riscos à saúde e também de incêndio nas salas, que não têm passado por manutenção. À reportagem o Governo do Estado afirmou que irá estudar medidas paliativas para melhorar a situação.
 
Em nove escolas em Mato Grosso há alunos estudando em contêineres de metal. Um total de 110 “salas” foram alugadas pelo Governo em decorrência de problemas nas salas dos prédios de alvenaria.
 
Na Escola Municipal José Pedro de Gonçalves, em Rosário Oeste (a 105 km de Cuiabá), até 2016 os alunos estudavam em um prédio, em dois períodos, até o momento em que a prefeitura decidiu retirar os ônibus de transporte escolar do período da tarde.
 
Os alunos passaram a dividir as salas, algumas delas funcionando com duas turmas diferentes no mesmo local, até que o Governo do Estado alugou os contêineres e os transformou em salas de aula. Por causa do calor e das condições do espaço, cerca de 1/3 dos alunos abandonaram os estudos.
 
A reportagem também mostrou uma escola em Cuiabá, a Escola Estadual Professora Hermelinda de Figueiredo, onde 160 alunos assistem a aulas em contêineres, depois que uma tempestade destelhou a escola em 2017. A reforma no local deveria ter sido concluída em seis meses.
 
Os pais e professores se queixam dos riscos à saúde e também o risco de incêndio, já que os contêineres não passam por manutenção, foram montados com equipamentos inflamáveis e não foram inspecionados pelos bombeiros.
 
Também foi mostrada a situação de uma escola em Santo Antônio do Leverger (a 34 km de Cuiabá), onde os alunos assistem a aulas em uma antiga baia de cavalos, já que não há energia elétrica suficiente para abastecer os aparelhos de ar condicionado dos contêineres.
 
A empresa que alugou as salas para o Estado afirmou que não recebe pagamento desde julho de 2018 e por isso não faz a manutenção. A secretária de Estado de Educação, Marioneide Kliemaschewsk, afirmou à reportagem que irá solicitar a vistoria dos bombeiros nos contêineres e que irá verificar, dentro das possibilidades, quais medidas paliativas pode tomar para melhorar a situação.