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Reino Unido anuncia que vacinação contra Covid-19 começa nesta terça (8)


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Vacina da Pfizer foi aprovada na semana passada. Rainha Elizabeth II e o príncipe Phillip devem receber doses do imunizante.

O ministro da Saúde do Reino Unido, Matt Hancock, anunciou que a vacinação contra a Covid-19 começará no país nesta terça-feira (8). Ele destacou que esse é “um momento histórico”. Cerca de 800 mil doses devem estar disponíveis na primeira semana.

Maiores de 80 anos, funcionários de saúde na linha de frente e funcionários e moradores de casas de repouso terão prioridade nessa primeira fase da vacinação. A imunização em massa dos britânicos com mais de 50 anos, além dos adultos com alguma doença pré-existente deve acontecer em 2021.

A imprensa britânica diz que a rainha Elizabeth II e o príncipe Phillip não vão furar fila, mas os dois estão no grupo prioritário. A rainha tem 94 anos e o príncipe vai completar 100 anos.

O Reino Unido comprou, no total, 40 milhões de doses da vacina da Pfizer/BioNTech. Como cada pessoa precisa de duas doses, 20 milhões de pessoas serão imunizadas.

Quem for imunizado vai ganhar um cartão comprovando que recebeu as doses.

Na quarta-feira (2), o Reino Unido se tornou o primeiro país a anunciar a aprovação da vacina da Pfzer/BioNtech. A primeira remessa da vacina chegou ao país na sexta-feira (4).

A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA, na sigla em inglês) do Reino Unido disse, em nota na publicada na quarta, que a aprovação da vacina foi feita com base em uma “revisão contínua” dos dados disponíveis que começou em outubro.

A vacina da Pfizer, desenvolvida em parceria com a empresa BioNTech, é uma das quatro que estão sendo testadas no Brasil. O país ainda não fez acordo para adquirir a vacina, mas, em meados de novembro, o governo recebeu executivos da Pfizer para, segundo o Ministério da Saúde, “conhecer os resultados dos testes em andamento e as condições de compra, logística e armazenamento oferecidas pelo laboratório”.

Status da vacinação pelo mundo:

  • Reino Unido foi o primeiro a aprovar o uso da vacina Pfizer/BioNtech;
  • Em novembro, a Pfizer e a Moderna entraram com pedido de autorização de suas vacinas à Agência Europeia de Medicamentos;
  • Brasil ainda não aprovou o uso de vacinas contra a Covid-19, mas a Anvisa liberou medidas que podem acelerar o registro dos imunizantes no país, como a submissão contínua de dados;
  • Na terça-feira (1º), o Ministério da Saúde disse que o plano de imunização brasileiro não prevê o uso de vacinas que exijam baixíssimas temperaturas de armazenamento;
  • Portugal aprovou plano de vacinação contra Covid-19 na quinta (3); por lá a vacinação será gratuita e voluntária;
  • Na França, vacinação será gratuita e voluntária para todos e deve ter início em janeiro para idosos em casas de repouso;
  • Em Moscou, na Rússia, a vacinação de trabalhadores na linha de frente contra a Covid começou no sábado (5); A Rússia foi a primeira no mundo a aprovar uma vacina contra a Covid-19, em agosto, a Sputnik V, e diz que já vacinou 100 mil pessoas. Em outubro, o país aprovou sua segunda vacina;
  • No Japão, um projeto de lei aprovado na quarta-feira (2) prevê que a vacinação será gratuita

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou medidas que podem acelerar o registro de vacinas contra a Covid-19 no Brasil. Uma dessas medidas era a possibilidade de “submissão contínua” dos dados das vacinas pelas empresas para avaliação da agência.

G1