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Quase 88 mil pessoas vivem em total escuridão no Estado do Acre


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Estudo mostra que o número de pessoas sem acesso à energia elétrica no Acre é o maior da Amazônia

Nada menos que 87.074 vivem na mais completa escuridão no Acre. Ou seja: 10% da população do Estado não tem acesso à energia elétrica. Esse percentual é o maior entre todos os Estados da Amazônia -ganha de longe do Tocantins e Mato Grosso, onde 2,2% e 0,6% de seus moradores não tem eletricidade em casa. Os percentuais são proporcionais ao número de habitantes.

Rondônia é o 2º no ranking da escuridão na Amazônia, com 107.749 pessoas estão às escuras em pleno século 21. No Amazonas, 3,9% de seus moradores não tem luz elétrica.

Esse dado faz parte de uma análise inédita feita pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), que aponta os locais onde vivem os brasileiros sem acesso ao serviço público de energia elétrica na região.

O IEMA vai mais longe e afirma que 990.103 brasileiros estão sem energia elétrica na Amazônia Legal. A organização desenvolveu uma metodologia analítica georreferenciada especialmente para permitir estimar e acompanhar a evolução desse número, em diferentes demarcações territoriais e classes populacionais como povos indígenas, extrativistas, quilombolas e assentados.

O IEMA produziu um mapa que usa manchas cinza-escuras para indicar onde vivem as pessoas sem acesso à energia elétrica. No território do Acre, a mancha é vista por todo o Estado.

A metodologia desenvolvida pelo IEMA visa suprir a lacuna de dados públicos atualizados sobre a exclusão elétrica na Amazônia. A estimativa foi realizada considerando dados relacionados à infraestrutura existente, o que permite sua atualização sempre que as bases de dados forem atualizadas.

O método elaborado estima a localização da população já atendida e, em seguida, infere a população não atendida a partir desse resultado.

Para isso, a análise foi dividida em duas etapas: Sistema Interligado Nacional (SIN): é a rede de geração, transmissão e distribuição de energia que conecta usinas geradoras, como Itaipu, com a maior parte dos consumidores no Brasil. Essa parte da rede faz a conexão com os centros consumidores por meio de subestações que abaixam o nível de tensão elétrica até mais próximo do nível de consumo. Nas áreas atendidas por ele, partiu-se da hipótese de que a rede de distribuição da eletricidade concentra-se nas áreas de maior densidade de rodovias. Pelo método adotado pelo IEMA, tal densidade foi calculada para uma malha quadriculada de 50 x 50 quilômetros. Posteriormente, essa hipótese foi validada ao observar que todas as subestações do SIN estão em áreas consideradas atendidas pela estimativa, segundo esse critério.

Sistemas isolados: são sistemas de energia elétrica desconectados do SIN que se concentram na região Norte. Neste caso, foram considerados dados disponibilizados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) que indicam a localização e a quantidade de pessoas atendidas por cada sistema isolado. Assim, a população atendida pôde ser distribuída nas áreas adjacentes a cada sistema.

O texto está aberto à considerações sobre o estudo do IEMA, que pode ser lido aqui: http://www.energiaeambiente.org.br/um-milhao-de-brasileiros-estao-sem-energia-eletrica-na-amazonia-mostra-estudo-do-iema

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