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Público madruga na frente de Fórum para assistir júri de jovem morta em ‘teste de fidelidade’, em Rondônia


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Várias pessoas madrugaram na frente do Fórum de Cerejeiras (RO) para assistir ao júri dos acusados de matar Jéssica Moreira Hernandes. O julgamento está marcado para iniciar a manhã desta quarta-feira (22). Jéssica foi morta em 2017 durante um suposto “teste de fidelidade”, possivelmente planejado pelo namorado da vítima.

Os acusados pelo crime são Diego de Sá parente e Ismael José da Silva, que é ex-namorado de Jéssica. No fim de julho, a defesa pediu para que Diego não usasse uniforme de preso. O pedido foi autorizado pelo juízo.

Às 4h da manhã desta quarta-feira, o público começou a chegar no Fórum onde será feito o Júri Popular.

As senhas para assistir ao julgamento são limitadas, sendo 40 destinadas para familiares, amigos e população, e outras 10 para a imprensa.

Caso

Jéssica saiu de casa de bicicleta no dia 20 de abril de 2017. Ela ficou desaparecida por quatro dias e a família mobilizou a cidade em busca de informações. A população fez diversas postagens e compartilhamentos em redes sociais em busca da jovem, inclusive Diego.

A garota foi encontrada morta no dia 24 do mesmo mês, na Linha 4, zona rural de Cerejeiras. No dia seguinte, o namorado de Jéssica, Ismael e o primo dele, Diego, foram presos por envolvimento no crime.

Diego contou à Polícia Civil que Ismael era um namorado extremamente ciumento, e estava desconfiado da infidelidade de Jéssica. Por conta disso, o chamou para fazerem um teste de fidelidade com a garota.

Depois de organizarem o plano, Diego atraiu Jéssica para o local do crime sobre a argumentação de que possuía provas de uma suposta traição de Ismael. Durante o suposto teste, Jéssica teria confirmando uma traição, e Ismael esfaqueado a namorada.

Diego disse que foi ameaçado por Ismael, para ajudar a esconder o corpo da garota. Porém, a defesa apresentou provas no julgamento, em primeira instância, que Ismael estava no trabalho no horário do crime, e o réu foi absolvido.

Depois disso, o Ministério Público de Rondônia entrou com recurso e a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça foi unânime em determinar que Ismael também fosse julgado pelo júri popular.

Diego alega que apenas ajudou a esconder o corpo de Jéssica, mas que foi o primo Ismael que matou a garota. Ismael namorava Jéssica na época do crime e chegou a ser absolvido em primeira instância.

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