Conectado por

Nacional

Polícia identifica adolescente que usava perfil de “Homem Pateta” nas redes

Publicado por

em

A Polícia Civil identificou, nesta terça-feira (14/7), um adolescente morador de Sorocaba (SP) que confessou ter usado um perfil de rede social caracterizado pela figura conhecida na web como “Homem Pateta“. Essa caracterização bizarra semelhante ao famoso personagem da Disney está repercutindo no mundo inteiro pelo fato de incentivar crianças a cometerem suicídios.

Continua após a publicidade

De acordo com investigadores, o jovem era o responsável pelo perfil que enviou mensagens. Após o adolescente confessar, os policiais apreenderam seu celular e encaminharam-no à perícia. Não foram divulgados detalhes sobre para quem as mensagens foram enviadas.

A polícia divulgou uma nota informando que o caso será encaminhado à Vara da Infância e Juventude e que o suspeito poderá responder pelos atos infracionais de ameaça e instigação ao suicídio.

Atenção

Como já anunciado pelo Metrópoles, o Ministério Público Federal foi acionado para investigar o perfil. O pedido partiu do vice-presidente da Câmara Legislativa do DF, Rodrigo Delmasso (Republicanos), que solicitou ainda a retirada do conteúdo da internet e multa de R$ 1 milhão ao responsável: o valor será revertido a instituições que cuidam de crianças e adolescentes abandonados.

De acordo com a Polícia Civil de Santa Catarina, os criminosos se apresentam nas redes sociais como Jonatan Galindo e usam fotos que remetem ao famoso personagem da Disney. Eles se aproximam das vítimas por meio de mensagens pertubadoras, que podem induzí-las ao suicídio.

Além disso, o Facebook Brasil está ciente do caso e tomando providências. A empresa disse ao Metrópoles que páginas falsas ou com conteúdos que incentivem a automutilação estão sujeitas à remoção. A rede social também disponibiliza o seu Portal para Mães e Pais, com dicas para o uso e segurança na internet.

Além de cruel, esse tipo de conduta é considerado crime no Brasil. De acordo com Lei nº 13.968, aprovada no ano passado, induzir ou instigar alguém ao suicídio ou a praticar automutilação pode gerar uma pena de 6 meses a 6 anos de prisão.

METROPOLES