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Cuiabá-MT

Para evitar suicídios, vereadores querem chamar o Portão do Inferno de “Portal Paraíso”


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Vereadores de Cuiabá e Chapada dos Guimarães estão empenhados em um projeto que consideram muito importante. Eles querem mudar o nome de um dos pontos de visitação turística mais frequentado entre as duas cidades.

De acordo com a proposta, o enigmático Portão do Inferno passaria a ser chamado de  Portal do Paraíso.

“Clamores populares” – especialmente apelos cristãos – e casos de suicídio registrados no local seriam alguns dos motivos para o engajamento pela troca.

O Portão do Inferno é oficialmente chamado assim desde 1998, quando o então prefeito de Chapada dos Guimarães, Sebastião Treme Terra, sancionou a lei de autoria do vereador Manequinho (in memorian).

Presidente da Câmara de Cuiabá, o vereador Misael Galvão (PSB) argumenta que a mobilização traduz “a visão que temos de fazer política como missão e vocação”.

Já o vereador chapadense Carlinhos (PT) cita a “carga negativa” e o estigma que acredita estar sedimentado nas rochas.

Segundo os parlamentares, o despenhadeiro teria ganhado o nome com os bandeirantes, que identificavam como inferno o que se localizava para baixo, enquanto aquilo que estivesse para cima, relacionavam com o céu.

“Tanto que um pouco adiante do tal portão existe uma formação rochosa a qual deram o nome de Dedo de Deus, pois aponta para cima”, destacou Carlinhos.

Outro vereador de Chapada, Fidélis (PSC), acredita que a mudança do nome trará bons fluídos ao local e, consequentemente, atrairá mais turistas. Vale ressaltar, há um projeto de revitalização do Portão do Interno que ainda não saiu do papel.

“Para o cristão é mais confortável mostrar o Portal do Paraíso ao contrário do Portão do Inferno”, disse o representante do setor evangélico. Agora, junto aos outros vereadores, ele tem um objetivo: massificar o nome Portal do Paraíso até que o local seja assim reconhecido.

Conscientes de que a mudança pode levar anos para ocorrer, os vereadores salientaram que precisam trabalhar em ações para massificar o novo nome. A comissão é formada por mais oito vereadores engajados na missão.

Eles prometem para breve uma sessão solene em Chapada dos Guimarães para promover o debate e conquistar apoio da população. Aí entram representantes de igrejas, do segmento cultural, educacional e pesquisadores.

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