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Os macacos de Darwin – Por Mário Eugênio Saturno

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Muita gente repete -não a exemplo dos macacos, mas dos papagaios- que o ser humano descende do macaco. E atribuem isso a Charles Darwin e que estaria escrito em seu livro A Origem Das Espécies. Ora, pois, pois! Não está! Essa foi uma conclusão mal formulada intencionalmente pelos detratores para ridicularizar a Teoria da Evolução.

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Em uma rápida pesquisa no livro de Darwin, pode-se achar o vocábulo “macaco” citado dez vezes somente. A primeira quando ele descreve a seleção natural: As três ordens inferiores de mamíferos, isto é, os marsupiais, os desdentados e os roedores, habitam, na América Meridional, a mesma região de numerosas espécies de macacos, e, provavelmente, importam-se muito pouco uns com os outros. Não conduz necessariamente à extinção.

Depois, falando da doutrina utilitária: Assim, é difícil acreditar que os pés palmados do ganso que habita as regiões elevadas, ou os da fragata, tenham uma utilidade muito especial para estas aves; não podemos acreditar que os ossos similares que se encontram no braço do macaco, na perna anterior do cavalo, na asa do morcego e na palheta da foca tenham utilidade especial para estes animais. Mas os pés palmados foram úteis ao antepassado do ganso terrestre e da fragata. Os diversos ossos que entram na constituição dos membros do macaco, do cavalo e do morcego foram primitivamente desenvolvidos em virtude do princípio da utilidade.

Por que é que os macacos não adquirem as aptidões intelectuais do homem? Poder-se-iam indicar diversas causas; mas é inútil expô-las, porque são simples conjecturas; além de que, não podemos apreciar a sua probabilidade relativa. Não se poderia esperar resposta determinante à segunda questão, porque ninguém é capaz de resolver este problema bem mais simples.

A extremidade da cauda, em alguns macacos americanos, transforma-se num órgão preênsil de uma perfeição admirável e serve de quinta mão. Um autor que está de acordo em todos os pontos com M. Mivart nota, a respeito desta conformação.

Pelo contrário, o traspasse do olho inferior do peixe plano para o lado superior da cabeça, e a formação de uma cauda preênsil, em certos macacos, podem ser atribuídos, quase inteiramente, ao uso contínuo e à hereditariedade. Quanto às mamas dos animais superiores, pode conjecturar-se que, primitivamente, as glândulas cutâneas que cobriam a superfície total de um saco marsupial, segregavam um líquido nutritivo, e que pela seleção natural acabam por formar a mama.

Um dos depósitos mais ricos em fósseis de mamíferos, que se conhece, pertence ao meado da época secundária, e têm-se descoberto verdadeiros mamíferos nas camadas do novo grés vermelho, que vão quase ao começo desta grande época. Cuvier sustentou muitas vezes que as camadas terciárias não contêm nenhum macaco, mas depois disto têm-se encontrado espécies extintas destes animais na Índia, na América do Sul e na Europa, até mesmo nas camadas do mioceno.

Finalmente, no glossário, define lemurianos como um grupo de animais de quatro mãos, distinto dos macacos e aproximando-se dos quadrúpedes insetívoros por certos caracteres e hábitos.

Mario Eugenio Saturno (cientecfan.blogspot.com) é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano.

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