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Mato Grosso

Órgãos discutem alternativas para evitar desabastecimento e pedem a Furnas informações sobre uso de água da Usina de Manso em MT

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Com o período crítico de seca, agravado com as queimadas intensas, uma reunião realizada nessa segunda-feira (16) discutiu alternativas para evitar a falta d’água. Entre as possibilidades levantadas estão a captação de água da Usina de Manso e abertura das comportas dos rios Cuiabá e Coxipó, cujos níveis de água estão baixos.

Participaram da reunião de planejamento para evitar o desabastecimento, caso o período de estiagem se estenda, representantes da concessionária de água e esgoto de Cuiabá, a Águas Cuiabá, do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, e da Furnas Centrais Elétricas S/A.

As concessionárias questionaram Furnas como funciona o sistema e a operação, quanto ao fluxo de água, e a possibilidade do uso dessa água na Grande Cuiabá. “Eles disseram que estavam abertos à discussão e tomar medida em conjunto, mas não depende deles, depende da ONS Organização Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e da Agência Nacional de Águas (ANA)”, explicou o presidente do DAE de Várzea Grande, Ricardo Azevedo.

A reportagem entrou em contato as Furnas, mas não obteve retorno.

Não chove na maioria das cidades de Mato Grosso há quase 150 dias.

Em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, está sendo elaborado um projeto para a construção de uma estação para captação, tratamento e distribuição de água. A previsão é que nos próximos 60 dias o projeto seja concluído e as obras iniciem no ano que vem.

Ele disse que a água que abastece a cidade é captada do Rio Cuiabá, além de 86 poços.

“Nesse período, os poços baixam a vazão e consumo aumenta muito. As pessoas ainda querem lavar as calçadas para refrescar, lavar os carros para tirar poeira, além das ligações clandestinas que prejudicam também”, explicou.

Em algumas regiões, os moradores reclamam da falta d’água, como no Bairro Engordador. Segundo o presidente do DAE, o poço artesiano teve que passar por manutenção, o que demora de dois a três dias e em torno de 48 horas para a retomada do abastecimento.

“Estamos em um período de estiagem e o lençol freático acaba abaixando e é nesse momento que entramos para fazer a manutenção, abaixar as bombas para que possamos melhorar o abastecimento”, esclareceu.

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