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Mato Grosso

OPERAÇÃO MANTUS: 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça manda soltar Arcanjo, genro e agentes do jogo do bicho ligados ao grupo Colibri

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3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça determinou que seja colocado em liberdade o bicheiro Giovanni Zem, apontado como um dos líderes da organização criminosa Colibri no jogo do bicho.

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O habeas corpus foi estendido, por decisão do desembargador Juvenal Pereira da Silva, aos demais membros da Colibri, incluindo o ex-comendador João Arcanjo Ribeiro, que também seria um dos líderes do grupo. “Se se solta o maior, se vai o menor”, destacou Juvenal.

A decisão foi dada durante sessão na tarde desta quarta (7). O Ministério Público Estadual (MPE) havia dado um parecer assinado pelo procurador Mauro Viveiros contrário ao pedido de liberdade. Para o órgão, existiriam indícios mínimos de que a Colibri segue operando e que Giovanni “mantém herança deixada por seu sogro de comando, inclusive reproduzindo conhecidas estratégias de violência e intimidação”.

Além de Juvenal, os desembargadores Rui Ramos Ribeiro e Gilberto Giraldelli também concordaram em determinar a liberdade de Giovanni, Arcanjo e os demais membros da Colibri que são réus na ação penal da Operação Mantus.

“Temos aqui Giovanni, um empresário que administra um shopping em Rondonópolis, uma empresa chamada Granito Muito Mais, que vende máquinas de cartão em Cuiabá, e um estacionamento em Cuiabá, e de modo nenhum nunca se teve notícia de prática de qualquer tipo de ilícito. Além disso, não há em nenhum momento apontamento de valores específicos que seriam oriundos do jogo do bicho movimentados nas contas dele”, destacou o advogado Ulisses Rabaneda, da defesa de Giovanni.

O relator do processo, desembargador Rui Ramos, destacou o tempo passado entre o registro do boletim de ocorrência do empresário Jorge Toniasso em 2017 e a deflagração da operação com as prisões em 29 de maio deste ano.

À época, Toniasso registrou que teria sido levado à força ao estacionamento administrado por Giovanni e lá seria sofrido ameaças. Além disso, uma máquina do jogo do bicho que estava com ele e era de propriedade do grupo Ello/FMC, rival de Arcanjo e Giovanni, teria sido quebrada pelo genro do ex-comendador. O modo de agir, com métodos brutais, havia sido destacado pelo juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues para justificar a prisão preventiva.

“Eu acho que desse plano é mais de possibilidade do que probabilidade efetiva de que isso venha a ocorrer novamente”, disse o relator durante o julgamento.

O desembargador Gilberto Giraldelli destacou o grande número de réus e a possibilidade de que o julgamento da ação em 1ª instância demore a ser concluído, não ficando justificada a necessidade da manutenção da prisão preventiva.

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