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Economia

Oi fecha em alta de 1,97% com possível interesse da Telefônica em ativos; Vivo também avança

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As ações da Telefônica Brasil fecharam com importante valorização após o jornal espanhol El Confidencial informar que a companhia estaria interessada na compra de parte dos ativos da Oi (OIBR3), o que também puxa os ganhos dos papéis da tele, que vive um longo processo de recuperação judicial.

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Os papéis da dona da Vivo (VIVT4) encerraram a sessão em alta de 1,33% a R$ 52,50, enquanto que as ON da Oi (OIBR4) subiram 1,97% a R$ 1,55. Atualmente, a Oi está avaliada em 6 bilhões de euros, informa o jornal espanhol.

De acordo com a publicação, a Telefónica (espanhola) já contratou um banco de investimento para assessorar um eventual negócio. O fato é que a Oi passa por um uma situação delicada: a empresa enfrenta um processo de recuperação judicial que se iniciou com dívidas de mais de R$ 65 bilhões. No balanço do segundo trimestre, a operadora terminou com prejuízo de R$ 1,5 bilhão no período e dívida líquida de R$ 12,5 bilhões.

Para seguir operando, a Oi precisa obter R$ 2,5 bilhões em caixa para não ficar sem recursos para o próximo ano. Apesar de boatos, o governo nega intervenção após o mau desempenho, e a Anatel espera que uma “solução de mercado” permita que os clientes da Oi continuem com seus serviços funcionando.

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Interesse da Vivo

O mercado estima que a Vivo tenha interesse na parte de serviços fixos da Oi, que é a maior operadora de telefonia fixa do Brasil em número de municípios atendidos, mas também é a menor dentre as quatro grandes operadoras no segmento móvel.

Outro ponto é que o extenso backhaul de fibra óptica é um dos ativos mais estratégicos da Oi, que possui presença em mais de 2 mil cidades e traz vantagem competitiva ao expandir a cobertura FTTH e oferecer serviços de conectividade, inclusive para outras operadoras.

Com a aprovação do PLC 79, a operação dá o primeiro passado para sair do papel. Pelas novas regras, as operadoras concessionárias podem mudar para o modelo de autorizadas, incorporando os bens reversíveis com a troca por investimentos em banda larga. Isso traz segurança jurídica, uma vez que as redes fixas não voltariam para o governo em 2025.