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O templo e a água – Por Ricardo Oliveira


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Ó Senhor, o quanto é bom poder estar contigo em teu templo. Sagrado repouso em teu colo, enquanto acaricias o meu cabelo e minha face. Banho-me nos teus rios eternos de belezas naturais, pois, sois Santo, Santo, Santo em todos os sentidos. Embora, eu não merecesse, sei que me levarás a contemplar a “[…] a água jorrando por baixo do pórtico do templo […]” (Ez 47, 1-2), a fim de me ajudar a lavar todas as minhas transgressões. Este é primeiro batismo. Logo, o segundo é um fogo tão abrasador que, me queimará a alma na verdade: Deus.

Quisera eu, já ter subido ou tido a chance de experimentar, a alegria de estar no Santuário Celestial, no qual, poderia ver como o profeta Ezequiel: “Enquanto eu estava sentado […], percebi muitas árvores nos dois lados do rio.” (Ez 47, 6-7). Árvores frutíferas, dando lindos frutos e, revelando a graça do Eterno e, sua benevolência sobre nós. Uma bênção sem precedentes, pelo qual, lutaria para ser molhado internamente. E como são as características desta formosura de criação? Será do jeito que Ezequiel relatou nas escrituras: “[…] frutos de todas as espécies. As folhas não murcharam, e os frutos não falharão. Todas os meses, produzirão frutos frescos, porque o rio do santuário flui para elas. Seus frutos servirão de comida; e suas folhas, de remédio”. (Eze 47, 12).

Amado Eterno! Não desprezeis uma alma que deseja de todas as forças de seu coração, permanecer em ti e, abrir-se de carinho, para que possas permanecer em mim de maneira infinita. Olhai para mim e para as pessoas, servas de teu serviço e àquelas pelo qual suas vidas, estão deveras complicadas, necessitando de amparo de tua ternura, através dos sujeitos que colocas no caminho… O rio ou o mar é a minha maior inspiração, pela calmaria presente. Não sou mais que um grão de mostrada ou nem mesmo o nada, para te pedir que não se esqueças de mim, quando eu morrer, já que “meu coração rompe as próprias barreiras, transbordando beleza e bondade. Eu derramo num poema para o rei, fazendo um rio de palavras.” (Sl 45, 1).

Este poema é a minha pura e branca vestimenta, como uma noiva à espera do Senhor. Deslumbrante vestido ou túnica, “[…] bordado com ouro pelos tecelões […]” (Sl 45, 13-14), e será assim, minha entrada na Cidade em que Deus está a governar em seu trono majestoso e brilhante. A sabedoria transpassará minha carne e envolverá meu espírito, a fim de me fazer conhecer a revelação do Altíssimo, através do Espírito Santo, o novo tanque batismal. João Batista dizia aos seus discípulos que, o Mestre batizará com o fogo santo, no qual ele, Batista, não seria digno de desatar os nós da sandália… 

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