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O que é hanseníase: sintomas, tratamento e prevenção


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Você sabe o que é hanseníase? Essa doença milenar é alvo de muito preconceito e desinformação. Por conta disso, a campanha Janeiro Roxo, do Ministério da Saúde, visa trazer conscientização a respeito da patologia, sua transmissão e tratamento.

Esses esforços para educar a população a respeito dos sintomas visam contribuir para o diagnóstico precoce da hanseníase e seu combate. Por isso, preparamos este conteúdo sobre como a doença atua, qual é seu modo de contágio e como é possível curá-la. Confira a seguir!

O que é hanseníase?

A hanseníase é uma doença infecciosa e contagiosa, causada pela bactéria Mycobacterium leprae, também conhecida como bacilo de Hansen. A patologia atinge a pele, os nervos e as mucosas e pode gerar danos permanentes, caso seja diagnosticada tardiamente.

Os indivíduos acometidos pela doença podem chegar a perder a força muscular, ter lesões neurais, além de alterações na sensibilidade tátil, ao calor e à dor. Isso faz com que, em quadros graves, a pessoa fique incapacitada.

A hanseníase é causada pelo bacilo Mycobacterium leprae.

Outro fator que chama a atenção na hanseníase é o seu período de incubação. Após o contato com o bacilo, o paciente pode levar de três a cinco anos para apresentar os primeiros sintomas. Apesar disso, nem todos os indivíduos que têm interação com a bactéria desenvolvem a doença.

São considerados dois tipos de hanseníase: a paucibacilar, na qual os bacilos não são identificados nos exames, e a multibacilar, com maior presença de manchas e resultado positivo da presença de bacilos nas amostras analisadas.

Histórico da doença

Existem registros de casos de hanseníase há mais de quatro mil anos e, durante muito tempo, ela foi denominada como lepra. A patologia conta com um forte estigma, já que, durante a história, sempre esteve associada à exclusão social e discriminação dos indivíduos enfermos, por conta do contágio.

A identificação da bactéria causadora da doença ocorreu no século 19, pelo médico norueguês Armauer Hansen, que demonstrou sua presença em materiais coletados nas lesões de pessoas acometidas pela patologia.

Atualmente, os esforços para mitigar sua transmissão são realizados em todo o mundo e seu tratamento é oferecido de forma gratuita no Brasil, a fim de fazer com que a hanseníase deixe de ser um problema de saúde pública.

Além disso, há dois marcos recentes importantes para a história da doença no país. Em 1962, a medida de internação compulsória deixou de ser utilizada para o controle da patologia. Já em 1995, foi instituída a Lei n° 9.010, que determina a proibição do termo lepra e seus derivados em referência à hanseníase.

A hanseníase é uma doença que ainda possui um estigma muito forte, mas pode ser tratada e tem cura.

Como ocorre a transmissão?

A transmissão da hanseníase de dá por meio de gotículas eliminadas na fala, tosse, espirros ou secreções nasais por indivíduos em fase adiantada da doença e não tratados. O contato com a pele ou objetos tocados pela pessoa não causa o contágio.

É importante ressaltar que indivíduos que realizam o tratamento da doença deixam de transmiti-la e, como dito anteriormente, a maioria das pessoas é resistente à bactéria e não chega a desenvolver a patologia.

Sintomas

Os sinais da hanseníase podem surgir de forma comedida e se arrastar por anos. Por isso, é tão importante se atentar a eles antes que se tornem tão notórios. Veja abaixo quais são os sintomas da doença:

Manchas em qualquer parte do corpo, que alteram a sensibilidade do tato, ao calor ou à dor;

  • Sensação de formigamento, fisgadas, câimbras ou dormência em braços e pernas;
  • Regiões sem manchas, mas com alteração considerável em sua sensibilidade e eliminação de suor;
  • Caroços pelo corpo;
  • Nervos engrossados ou doloridos;
  • Irritação nos olhos;
  • Perda de força muscular, principalmente ao tentar segurar objetos;
  • Feridas que demoram a curar;
  • Sangramentos, feridas e entupimento no nariz.

O sangramento no nariz é um dos sintomas da hanseníase.

Diagnóstico

O diagnóstico da hanseníase deve ser obtido o mais depressa possível, para eliminar as chances do desenvolvimento de sequelas da doença. Para isso, é preciso procurar atendimento médico assim que percebidos os sintomas.

O caso é constatado após a avaliação clínica dermatoneurológica do paciente, que pode envolver sua avaliação motora, identificação de lesões e alterações de sensibilidade e checagem dos nervos. Além disso, é realizado um exame conhecido como baciloscopia, que possibilita identificar se há presença da bactéria causadora da doença no material coletado.

Como tratá-la?

A hanseníase é uma doença que tem cura e seu tratamento é chamado de poliquimioterapia. Ele consiste na associação de alguns medicamentos e quanto antes iniciado melhor, para evitar os danos causados pela patologia, como a incapacidade física.

Outro ponto importante é que, como mencionado, a poliquimioterapia interrompe a transmissão da hanseníase. Esse recurso terapêutico é gratuito, eficaz e distribuído pel o Sistema Único de Saúde.

O tratamento para hanseníase é medicamentoso e conhecido como poliquimioterapia. (Imagem ilustrativa)

Formas de prevenção

A prevenção da hanseníase está ligada ao corte de sua cadeia de transmissão, que é obtido por meio do diagnóstico precoce, do tratamento adequado, do exame dos contatos do paciente e da aplicação da vacina BCG nesses indivíduos, que pode aumentar sua imunidade e contribuir para uma manifestação mais branda da doença.

Por isso, é tão importante a ampla divulgação dos sintomas da doença, de modo a torná-los conhecidos e um sinal de alerta para a população.

A hanseníase é uma doença que pode gerar complicações graves, mas possui tratamento e cura. Conhecer seus sinais e difundi-los é fundamental para contribuir para a interrupção da transmissão da patologia.

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