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No Acre, 10 são ouvidos em caso de bebê que morreu após tomar duas mamadeiras de leite artificial


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A Polícia Civil do Acre já ouviu 10 pessoas sobre a morte da pequena Maria Cecília, de apenas 2 meses. A informação foi confirmada ao G1, nesta terça-feira (12), pelo delegado responsável pelo caso, Martin Hassel.

A menina morreu por broncoaspiração – insuficiência respiratória e obstrução das vias aéreas – na sexta-feira (8), em Rio Branco, depois de ingerir duas mamadeiras de leite artificial.

“Todo mundo que participou do atendimento da criança desde o início vai ser ouvido. Já ouvimos 10 pessoas, entre elas a mãe da criança, a avó e o pai. Outras que não vamos divulgar para não atrapalhar nas investigações também devem ser ouvidas. Vamos ter que ir atrás de tudo que foi falado, aguardar os laudos periciais para, aí sim, termos o posicionamento oficial no final do inquérito”, disse o delegado.

Para a mãe da criança, a enfermeira Micilene Souza, o policial premeditou a morte da menina junto com a mãe dele porque não queria pagar pensão alimentícia. Micilene, que é de Marechal Thaumaturgo, interior do Acre, estava em Rio Branco para fazer um exame de DNA.

Bebê estava com suposto pai e a mãe dele quando passou mal ao ingerir duas mamadeiras no Acre — Foto: Arquivo pessoal

Bebê estava com suposto pai e a mãe dele quando passou mal ao ingerir duas mamadeiras no Acre — Foto: Arquivo pessoal

Policial Federal nega acusações

Em conversa por telefone com o G1 nesta segunda (11), o policial federal Dheymersonn Cavalcante negou qualquer envolvimento na morte da filha e classificou as acusações como “absurdas”.

“Ainda estou sob efeito de medicamento, não estou muito bem, estou mal e ainda estou passando por isso. Foi uma história distorcida, são absurdos”, declarou o policial.

O policial disse que pretende se posicionar sobre o caso quando estiver mais calmo. Ele chamou de barbaridades as informações divulgadas em jornais e garantiu que nada condiz com a verdade.

“Entendo que a mãe estava desesperada, eu estava desesperado, minha mãe estava desesperada e tentamos socorrer de todas as maneiras. Estou muito abalado, não estou bem”, lamentou.

Mãe acredita que policial federal premeditou a morte da filha junto com a avó da criança — Foto: Arquivo pessoal

Mãe acredita que policial federal premeditou a morte da filha junto com a avó da criança — Foto: Arquivo pessoal

Gravidez indesejada e pedido de DNA

Entre lágrimas e muito abalada, a mãe da bebê contou que conheceu Cavalcante quando ele estava em uma missão na cidade de Marechal Thaumaturgo e que eles tiveram um relacionamento de um mês.

Micilene contou que quando descobriu que estava grávida ele se negou a registrar ou dar qualquer assistência.

“Começou a pedir para interromper a gestação, que essa criança não era bem vinda, que não iria assumir nunca. Dizia para eu tirar o bebê. Até os seis meses de gestação arquei com tudo sozinha e, nesse período, entrei com processo de pensão de alimentos gravídicos [pensão durante a gravidez], foi quando ele ficou bonzinho e a mãe dele entrou em contato comigo dizendo que iriam acompanhar a gestação”, lembrou.

A enfermeira relatou que o policial insistiu para vê-la durante a gestação e, em dezembro do ano passado, eles se encontraram em um hotel em Cruzeiro do Sul. Segundo ela, foi lá que Cavalcante teria tentado fazê-la abortar ao dopá-la.

A criança nasceu prematura e chegou a ficar na UTI. Na primeira audiência sobre a pensão de alimentos gravídicos, Micilene afirmou que o policial não foi e que a advogada dele disse que ele estava disposto a pagar pelo DNA. Foi quando ela viajou para Rio Branco com a bebê para fazer o exame e a menina morreu.

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