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Não existe planejamento para Cuiabá do futuro

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Cuiabá, assim como Mato Grosso tem um grande desafio pela frente: se preparar para o futuro. O problema é que não existe planejamento para o futuro da capital Mato-grossense, para atender e suportar as mudanças que estão por vir. Essa foi a afirmação do cientista político e jornalista, Onofre Ribeiro durante roda de conversa com filiados e líderes do partido Novo de Cuiabá, na noite de ontem (28), na sede do diretório do partido na capital.

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De acordo com Onofre, Cuiabá tem duas funções importantes a geográfica como cidade de reunir ruas, praças e residências, que abriga seus moradores. A outra Cuiabá, denominada capital do Estado, abriga outros ‘inquilinos’, como o governo do Estado, a Assembleia Legislativa e toda a estrutura de outros poderes, essa é a “Cuiabá política”.

Para Onofre o que preocupa é que tudo que acontecerá no Estado nos próximos anos, na economia, e deve acontecer muita coisa por conta da conjuntura mundial, refletirá no futuro, por conta do comportamento destes ‘inquilinos’. Para isso a cidade precisa se preparar, queiram ou não os pensadores e gestores públicos, Cuiabá será a cidade-base, pra o Estado. Que poderá não mudar do ponto de vista urbanístico, mas exigirá sua transformação em polo tecnológico de conhecimento e de difusão desse conhecimento. Além, claro, de uma enorme articulação econômica e tecnológica com o restante do país e do mundo”, apontou.

Segundo o cientista político  a forma com que se faz política atualmente é algo visando sempre ganhos de curto prazo, principalmente interesses individuais, na maior parte das eleições municipais de 2020.

“O que nós temos são sempre obras avulsas, como um viaduto ou uma rua asfaltada em um bairro distante. Isso não tem nada com planejar a cidade para o futuro. Não podemos perder a chance de conseguir grandes melhorias por conta de gestores despreparados” ressaltou. 

A visão de um futuro próspero para Cuiabá e Mato Grosso apontado pelo cientista político é baseada em dados de pesquisas publicadas recentemente, como a do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), que apontou que em 2028 a expectativa é de que a safra de grãos do Estado seja de aproximadamente 108 milhões de toneladas, isso equivalerá a toda a produção brasileira agrícola, em 1990.

De acordo com o presidente do partido Novo em Cuiabá, Sérgio Antunes a palestra serviu como uma “aula” sobre a história de Cuiabá aos filiados e mostrou um pouco dos possíveis cenários que poderão acontecer com a Cidade. “Quanto mais adquirirmos conhecimento, melhor enxergaremos o ambiente político, isso é fundamental para o nosso partido. É uma forma de aprendermos pelos erros e acertos políticos da nossa cidade e assim podemos traçar um caminho melhor para o futuro de Cuiabá”, afirmou.

É o que espera também o empresário filiado ao Novo, Matsuo Kazurayama. “Nossa população está cansada dos exemplos dados pelos políticos, precisamos nos preparar para o futuro, que pode ser muito bom para as próximas gerações. Mas isso estará ligado diretamente a capacidade de gestão dos próximos eleitos ao comando municipal e estadual, gerir bem os recursos arrecadados é o que possibilitará melhores condições as próximas gerações” explicou.

ÍconePress Assessoria de Imprensa e Agência de Conteúdo

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