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Na Câmara de Rio Branco, MDB e PT se unem e criticam CPI proposta por Eber na Aleac

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Vereadores de Rio Branco estão em pé de guerra com o deputado Eber Machado (PDT), presidente da Comissão de Serviço Público da Assembleia Legislativa, que está propondo, no âmbito do Legislativo Estadual, a criação de uma CPI para investigar o transporte coletivo da capital. Eles acham que Eber faz politicagem com uma pauta municipal.

Os primeiros minutos da sessão desta quarta-feira, 30, foram dedicados ao assunto. “CPI politiqueira”, disse o vereador Roberto Duarte (MDB), líder da oposição na Casa, que desde 2017, assim que ingressou no parlamento, vem levantando um debate sobre o transporte coletivo de Rio Branco. Foi proposta dele, ano passado, a CPI na Casa para investigar as empresas de ônibus, os custos, seus serviços no município e a relação das concessionárias com a prefeitura. A CPI foi concluída, embora sem os resultados desejados pela oposição.

O emedebista reforçou seu argumento contrário à proposta de Eber ao lembrar que nesta terça-feira, 29, teve seu requerimento aprovado na Câmara pedindo perícia do Ministério Público Estadual e do TCE nas planilhas de custos das empresas de ônibus e que por isso não há necessidade de instauração de CPI.

“Não há necessidade para discutir a planilha, uma vez que a Câmara Municipal vai solicitar uma perícia oficial das planilhas dos dois órgãos”, afirmou Eber.

A rejeição à proposta de Eber Machado fez oposição e situação, em um raro momento na Casa, se unirem em um mesmo discurso. O líder do PT, Rodrigo Forneck, concordou com Duarte e criticou o fato de a CPI ser sugerida em ano eleitoral.

“Em relação a CPI, alertei que, apesar de não ter acesso ao teor do requerimento, não vejo a Aleac com competência legal para analisar um contrato entre prefeitura e empresas. A Câmara tem dado a maior importância ao tema desde 2017. Fizemos a CPI do Transporte, atualização na legislação municipal, audiências públicas e um olhar, quase que diário, para o tema. O deputado proponente vem dialogar com a pauta em ano eleitoral, vésperas de eleição, com poucos fundamentos técnicos e amplos interesses políticos. Deveria confiar nos trabalhos da Câmara e, pelo menos, ouvir os membros da CPI e os membros da comissão permanente de transporte dessa Casa”, disse o petista.

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