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Mourão demonstra preocupação sobre fronteira com Venezuela quando Brasil receber vacina


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O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou que se preocupa com um novo movimento de venezuelanos vindo para o Brasil quando a vacina contra o novo coronavírus for aprovada. Em entrevista á Rádio Folha FM, ele afirmou que Roraima pode voltar a viver um “momento difícil”.

“Roraima é uma porta de entrada do Brasil, tanto da Guiana Francesa e da Venezuela. Temos que estar preparados para um próximo movimento a partir do momento que se consiga uma vacina eficiente para o Covid-19, porque provavelmente Roraima voltará a viver um momento difícil”, complementou.

Mourão ainda disse que não se preocupa tanto pela Guiana, que não tem uma população tão grande. “Mas, por viverem um regime altamente ditatorial, os venezuelanos podem adentrar no país”, analisou o vice presidente, referindo-se ao governo de Nicolás Maduro na Venezuela.

Durante a entrevista, Mourão – que também é presidente do Conselho Nacional da Amazônia – falou também sobre questões pontuais relacionadas a queimadas na Amazônia, grileiros, desmatamento e demarcações de terras indígenas.

“O Conselho foi recriado por decisão do presidente Bolsonaro, com a grande finalidade de coordenar e integrar as políticas públicas já existentes e direcionadas para a região amazônica. Essa finalidade dá uma sinergia para as ações do governo, de modo que a gente tenha mais racionalidade na execução dos recursos destinados pra essa área e obter uma efetividade maior”.

Efeitos e causas

Segundo Mourão, estão entre as ações primárias que foram elencadas na primeira reunião do Conselho, o combate aos desmatamentos ilegais e queimadas ilegais.

“Nós temos que combater não só os efeitos. Se ficarmos combatendo apenas os efeitos, nós nunca ganharemos essa luta, nós temos que combater as causas”, apontou o vice-presidente.

Segundo ele, as causas estão muito ligadas ao comércio ilegal de madeira, de minério e à invasão de terras da União. “Estamos procurando fazer isso por meio da Operação Verde Brasil 2, para no futuro os órgãos de proteção ambiental sejam capazes de executar isso com as próprias pernas”, comprometeu-se.

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