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Moro rebate Bolsonaro sobre ingratidão e diz que preservou a PF

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O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro rebateu declarações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre uma suposta “ingratidão” da sua parte

“Também apoiei o presidente quando ele foi injustamente atacado. Mas preservar a PF [Polícia Federal] de interferência política é uma questão institucional, de Estado de Direito, e não de relacionamento pessoal”, rebateu no Twitter.

Neste sábado (25/04), Moro e Bolsonaro trocaram farpas pelas redes sociais.

Sergio Moro

@SF_Moro

Sobre reclamação na rede social do Sr.Presidente quanto à suposta ingratidão:também apoiei o PR quando ele foi injustamente atacado.Mas preservar a PF de interferência política é uma questão institucional,de Estadode Direito,e não de relacionamento pessoal https://noticias.r7.com/prisma/r7-planalto/marielle-moro-pede-que-pgr-e-pf-investiguem-depoimento-de-porteiro-30102019 

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11:33 – 25 de abr de 2020
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Mais cedo, Moro resgatou uma campanha da pasta contra a corrupção. “’Faça a coisa certa, pelos motivos certos e do jeito certo’ foi o lema de campanha de integridade que fizemos logo no início”, escreveu.

Depois, Bolsonaro citou a Vaza Jato, série de reportagens que revelaram uma relação de proximidade entre o então juiz federal Sergio Moro com integrantes do Ministério Público Federal (MPF).

A menção foi feita em uma foto, com a cronologia das revelações e o presidente abraçando Moro como suposto desfecho. Na foto, Bolsonaro e o então ministro aparecem no desfile de 7 de setembro demonstrando proximidade.

“A Vaza Jato começou em junho de 2019. Foram vazamentos sistemáticos de conversas de Sergio Moro com membros do MPF. Buscavam anular processos e acabar com a reputação do ex-juiz. Em julho, PT e PDT pediram a prisão dele. Em setembro, cobravam o STF. Bolsonaro no desfile do dia 7 fez isso”, destaca a legenda da imagem.

Sob o argumento de que a integridade das investigações e a autonomia da Polícia Federal não podiam mais ser garantidas, Moro pediu demissão do Ministério da Justiça e da Segurança Pública nessa sexta-feira (24/04).

Entenda a crise

O estopim para a crise que levou ao rompimento foi a exoneração do então diretor-geral da PF, Maurício Valeixo. Moro alega que não foi avisado do desligamento, mesmo com a sua assinatura constando no documento.

O delegado foi substituído por Alexandre Ramagem, atual diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência(Abin) e ex-chefe da segurança de Bolsonaro.

Moro deixou o ministério acusando o presidente de querer controlar as atividades da Polícia Federal e disse que estava preocupado com investigações.

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