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Ji-Paraná

Moradora encontra cobra mais venenosa do Brasil ‘passeando’ dentro de condomínio em RO


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Cobra coral-verdadeira é da espécie Micrurus lemniscatus e faz parte da mesma família das najas, segundo biólogo. Jovem que encontrou pediu ajuda nas redes sociais para identificar espécie.

Uma cobra da espécie coral-verdadeira, a mais venenosa do Brasil, foi encontrada passeando dentro de um condomínio do bairro Jardim Aurélio Bernardi em Ji-Paraná (RO), na quinta-feira (4). Assista ao vídeo acima.

P U B L I C I D A D E

O flagrante foi feito pela analista de recursos humanos Emanuelle Costa, de 20 anos, que filmou a cobra e pediu ajuda dos seguidores na internet para identificar se a cobra que ela havia achado era uma coral-verdadeira ou falsa.

Em entrevista ao G1, ela contou que estava na sacada de casa, no 2º andar do prédio, quando avistou uma cobra vermelha na varanda do apartamento do vizinho que mora no térreo do residencial.

“Ontem eu estava trabalhando em home-office na varanda de casa, e quando eu olhei pra baixo, para casa do meu vizinho que vive viajando, eu falei: ‘Olha mãe, uma cobra’. Eu não sabia que era uma coral. Aí eu desci e fui ver, e quando eu reparei, eu falei ‘mãe acho que pode ser uma coral, só não sei identificar se é a verdadeira ou não’, contou.

A moradora então chamou um biólogo até o residencial e o profissional foi quem fez a captura do réptil para soltá-lo na natureza (em breve).

Ao G1, o biólogo Flávio Terassini alertou sobre o perigo da coral-verdadeira. Segundo ele, o réptil é muito comum na Amazônia e extremamente perigoso, pois faz ‘parte’ da família da naja.

“O veneno dela é muito forte, muito tóxico. São dóceis, mas não devemos, em hipótese alguma, tocar na nela. Pois ela vai picar para se defender”, diz.

 

Mas como diferenciar a coral-verdadeira da falsa?

 

Segundo Flávio, a distinção entre coral-verdadeira e falsa se resume principalmente aos olhos.

“Geralmente a falsa coral tem um olho ‘esbugalhado’, e a barriga branca. Essa [filmada em Ji-Paraná] a gente não consegue observar os olhos”, revela.

G1

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