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Agronegócios

Mercosul e União Europeia fecham acordo de livre-comércio, confirma Troyjo

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O Mercosul e a União Europeia fecharam nesta sexta-feira (28), em Bruxelas, um acordo entre os dois blocos, depois de duas décadas de negociações. A informação foi confirmada ao LIVRE, pelo secretário Especial do Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo.

Trata-se do maior acordo entre blocos do comércio mundial, cobrindo 25% do PIB global e um mercado de 750 milhões de pessoas. “Jamais teríamos chegado a este resultado. Todos reconhecem, europeus e nossos vizinhos sul-americanos, que a liderança do Brasil nos últimos seis meses fez toda a diferença”.

Segundo Troyjo, o engajamento pessoal do presidente da República Jair Bolsonaro (PSL) em temas sensíveis e a orientação do ministro da Economia, Paulo Guedes, foram essenciais para quebrar o que o secretário chamou de ” paradigmas históricos”, inserindo o Brasil de forma competitiva, equilibrada e gradativa na economia global.

Números

Conforme Troyjo, o acordo entre o Mercosul e a União Europeia gerará, até 2035, o ganho acumulado de até R$ 500 bilhões no PIB, em relação a um cenário sem acordo. O aumento de investimentos no Brasil, no mesmo período, será da ordem de R$ 450 bilhões. Com relação ao comércio bilateral, as exportações brasileiras para a UE apresentarão quase R$ 400 bilhões de ganhos até 2035.

O tratado cobre desde temas tarifários quanto de natureza regulatória, como serviços, compras governamentais, facilitação de comércio, barreiras técnicas, medidas sanitárias e fitossanitárias e propriedade intelectual.

Diálogo e o agronegócio

O Acordo de Associação entre o Mercosul e a União Europeia também inclui pilares de diálogo político e cooperação no que será uma das maiores áreas de livre comércio do mundo.

Com a vigência do acordo, produtos agrícolas de grande interesse do Brasil terão suas tarifas eliminadas, como suco de laranja, frutas e café solúvel. Os exportadores brasileiros obterão ampliação do acesso, por meio de quotas, para carnes, açúcar e etanol, entre outros.

As empresas brasileiras serão beneficiadas com a eliminação de tarifas na exportação de 100% dos produtos industriais. Serão, desta forma, equalizadas as condições de concorrência com outros parceiros que já possuem acordos de livre comércio com a UE.

O acordo reconhecerá como distintivos do Brasil vários produtos, como cachaças, queijos, vinhos e cafés.

O acordo propiciará um incremento de competitividade da economia brasileira ao garantir, para os produtores nacionais, acesso a insumos de elevado teor tecnológico e com preços mais baixos. A redução de barreiras e a maior segurança jurídica e transparência de regras irão facilitar a inserção do Brasil nas cadeias globais de valor, com geração de mais investimentos, emprego e renda. Os consumidores também serão grandemente beneficiados.

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