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Agronegócios

Mercado deve buscar alternativas de investimento fora da China


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A China é o principal parceiro comercial do Brasil, sendo destino de 27,8% das exportações brasileiras, segundo o Indicador de Comércio Exterior (Icomex), da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Para Santa Catarina, representou 15,4% da pauta exportadora do estado em 2019, conforme a FIESC. Levantamento da entidade destaca os principais produtos exportados: soja (US$ 551 milhões), carne suína (US$ 413 milhões) e carnes de aves (US$ 264 milhões).

Mas o surgimento do coronavírus já impacta a rotina das empresas e portos, o que coloca o mercado em alerta. O momento é de busca por alternativas. Por isso, nesta semana, os diretores da Ativo Soluções em Comércio Exterior, Samanta de Souza Brito e Aron Flemming Brito, estão em viagem conferindo in loco algumas opções. O roteiro inclui Singapura, Tailândia, Camboja, Dubai e Abu Dhabi.

O diretor comercial Aron destaca que é importante prospectar outros países, sem descartar novas oportunidades comerciais internas. “Não havendo soluções nacionais, o mercado deverá buscar parcerias em regiões menos afetadas pelo vírus, o que inclui ainda Vietnã, Indonésia e, até mesmo, EUA e Europa”, projeta o diretor.

Aron estima que aumentarão as exportações de carnes industrializadas, principalmente frango e suíno para essas regiões. Também tendem a aumentar outras demandas, incluindo indústria petroquímica, como polímeros de etileno, de aço e de alumínio, além de itens de consumo geral, como bazar, vestuário, tecidos, brinquedos etc.

Ainda, o diretor comercial da Ativo Soluções em Comércio Exterior salienta que é preciso monitorar semanalmente as fábricas e os portos da China, pois cada região é especialista em determinados segmentos. “O impacto das fábricas e produtos de Wuhan, cidade chinesa no centro da epidemia, e região será sempre muito maior do que em Shenzen, no sudeste chinês, por exemplo. Também porque as pesquisas para uma vacina estão avançando e isso está dando mais ânimo ao mercado”, destaca Aron.