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Agronegócios

Mato Grosso mantém exportações aquecidas nesse início de 2019


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China segue sendo um consumidor de peso nas transações e assim como no ano passado, mantém apetite firme para a produção mato-grossense.

As exportações de carne bovina in natura, a partir de Mato Grosso, fecharam o primeiro mês de 2019 com alta de 14,97% em relação a igual momento do ano passado. Conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) avaliados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o volume total exportado de Mato Grosso subiu de 20,8 mil toneladas para 23,9 mil toneladas. Conforme os analistas, parte desse aumento foi devido, principalmente, à demanda dos países como a China e os Emirados Árabes Unidos, que adquiriram 80,71% e 472,31%, respectivamente, a mais ante jan/18.

Em cifras, o efeito da alta foi inverso. O quilo da carne vendido foi 16,25% menor em dólar e apenas 2,42% em real no mesmo período. Tais dados demonstram que a carne mato-grossense ficou mais barata em dólar. “Esse cenário foi possível pela valorização da moeda norte-americana ante o real, que ficou em média R$ 3,74. Dessa forma, vê-se que essa posição mais competitiva no mercado internacional para Mato Grosso permitiu o aumento das exportações diretas com o mercado chinês, a aproximação com a Rússia e com os Emirados Árabes Unidos”, explicam os analistas.

A performance de janeiro ainda reflete o bom desempenho de 2018, quando Mato Grosso teve papel fundamental no recorde das exportações de carne bovina no país. Com o segundo maior saldo acumulado de janeiro a dezembro, a produção estadual respondeu sozinha por 18,4% do total.

São Paulo foi o estado que mais movimentou a carne bovina brasileira para o exterior, com 399 mil 543 toneladas (24,4%), seguido por Mato Grosso, com 301 mil 538 toneladas (18,4%), Goiás, com 236 mil e 187 toneladas (14,4%). Rondônia ficou na quarta posição, com 167 mil e 578 toneladas, Mato Grosso do Sul em quinto, com 153 mil 568 toneladas e Minas Gerais em sexto com 147.094 toneladas.

As exportações totais de carne bovina (in natura e processada) bateram o recorde estabelecido em 2014, de 1 milhão 560 toneladas movimentadas, alcançando um volume de 1 milhão e 639 mil toneladas exportadas no balanço geral de 2018, informou ontem a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo). Em valores, porém, a receita obtida de US$ 6,5 bilhões ficou abaixo dos US$ 7,2 bilhões obtidos em 2014, ano de melhores preços para o produto brasileiro.

Na avaliação mensal, porém, o volume de carne bovina (em equivalente carcaça) exportada recuou 17,74% ante ao mês anterior (dezembro), justificado pela diminuição, principalmente, da carne in natura. Por outro lado, a exportação de carne industrializada aumentou 3,98% no mesmo período.

Com exceção do médio norte, todas as outras regiões do Estado apresentaram aumento no abate de bovinos em janeiro de 2019 frente a dezembro de 2018, totalizando 511,59 mil animais, valor 18,28% maior.

ABATES – De acordo com os analistas do Imea, no momento, os olhares já podem ficar atentos ao comportamento do abate das fêmeas, pois, posteriormente, tende a refletir no preço do bezerro. Desde 2017, o abate desses animais vem aumentando de patamar e, em janeiro de 2019, o valor registrado foi apenas 8,36% inferior ao recorde da história de Mato Grosso.

“Além disso, chamam à atenção as de 24-36 meses, que atingiram um pico de abate nesse mês. Os agentes do mercado citam dois motivos para esse cenário: pecuaristas desmotivados com os preços atuais da reposição e, principalmente, a crescente demanda por carnes de novilhas, que se encaixam no padrão premium e atingem preços de macho. Nesse sentido, o criador pode ficar atento à cotação do bezerro, pois é possível uma ‘virada’ em 2019/20 e, em contrapartida, o recriador pode se preparar para adquirir um animal com maior valorização”, explicam os analistas do Imea.

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