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Mato Grosso foi responsável por 17% do desmatamento


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Dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) referentes ao mês de julho passado apontam que Mato Grosso foi responsável por 17% do desmatamento entre os Estados que compõem a Amazônia Legal. Em toda a região, foram detectados 778 quilômetros quadrados de floresta derrubada.

A maior parte da destruição ocorreu no Pará (37%), seguido do Amazonas (21%), Rondônia (20%), Mato Grosso (17%), Acre (5%). Já as florestas degradadas na Amazônia Legal somaram 356 quilômetros quadrados nos mesmos 30 dias.

Localizada no Estado, a cidade de Colniza (1.065 quilômetros, ao noroeste de Cuiabá) aparece na oitava colocação entre os 10 principais municípios que mais desmataram (20 Km2). Em primeiro está Lábrea (AM), seguido de Altamira (PA) e de Porto Velho (RO).

Conforme o boletim do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), a fração de desmatamento entre 1 e 10 hectares foi de 11% do total detectado (89 quilômetros quadrados). Considerando somente os alertas a partir de 10 hectares, houve aumento de 27% em relação a julho de 2017, quando o desflorestamento somou 544 quilômetros quadrados.

Em julho de 2017, a degradação florestal detectada totalizou 46 quilômetros quadrados. Em julho de 2018, a degradação foi detectada nos estados do Pará (95%), Mato Grosso (3%), e Rondônia (2%).

O boletim mostra ainda que a maioria (62%) do desmatamento ocorreu em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse. O restante do desmatamento foi registrado nos assentamentos de Reforma Agrária (19%), unidades de conservação (15%) e terras indígenas (4%). No Estado, o levantamento aponta para desmatamento nas terras Menku e Manoki.