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Matança de baleias gera ‘mar de sangue’ e protestos


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Todos os anos, durante o verão do hemisfério Norte, centenas de moradores das Ilhas Faroe se reúnem para o grindadráp. A “trituração” (tradução livre) consiste em cercar até a beirada de uma baía e matar, a facadas, centenas de baleias. Para quem não tem noção de como o processo é feito, as imagens são chocantes.

Em 2018, a prática voltou a acontecer, para surpresa e susto do turista inglês Alastair Ward. Ele não conhecia o ritual e registrou tudo.

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“Achava que apenas uma baleia seria trazida. Mas mais e mais barcos continuaram aparecendo no horizonte”, disse ele ao periódico inglês Daily Mail. “Não pude acreditar em quantas baleias estavam ali. Eles as levaram para perto da baía, e iam cutucando-as com os remos. Uma vez que elas estava suficientemente perto, toda a cidade disparou e começou a cortá-las. Até as crianças se envolveram, puxando as com as cordas e pulando sobre suas carcaças”, relatou o turista.

Segundo a ONG Sea Sheperd, todos os anos cerca de mil baleias são mortas durante esse ritual. Eles afirmam que a prática contraria legislações da União Europeia e da Dinamarca, país ao qual as Ilhas Faroe pertencem. Apesar disso, nada é feito pelas autoridades locais. Ao contrário: segundo a ONG policiais e guardas-costeiros da Dinamarca costumam fazer vista-grossa e até participar.

Apesar da espécie não ser considerada como em risco de extinção, a prática é criticada principalmente pela crueldade com que os animais são mortos.

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O outro lado: tradição e garantia de sustento 

Entretanto, as autoridades locais argumentam que a matança não só é ecologicamente sustentável como garante a auto-suficiência alimentar das ilhas, que tem uma capacidade extremamente limitada de produzir alimento de outras maneiras.

Cada baleia proporciona centenas de quilos de alimento, que é estocada e consumida durante todo o ano pelos habitantes das ilhas. Segundo a população, se não fosse pelo grindadráp, eles teriam que importar esses alimentos.

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