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MANDATO EM JOGO: Às vésperas da “degola”, Selma lança sua última cartada e cutuca relator


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Nos últimos dias de respiro no mandato, a juíza aposentada e senadora Selma Arruda (PSL) lançou uma última cartada e recorreu a um expediente completamente equivocado. Jogou contra a parede e, em tom provocativo, o desembargador Pedro Sakamoto, relator do processo no TRE-MT em que ela foi denunciada de abuso de poder econômico.

Sentindo-se acuada, já que a tendência é de ser cassada por unanimidade do Pleno, cuja votação deve ocorrer na próxima terça, a “Senadora do Bolsonaro” cutucou, pela segunda vez, o Tribunal. Antes, declarou que tentaram (do TRE) extorqui-la por duas vezes como condicionantes para não cassar o seu mandato.

Selma disparou a metralhadora verbal e ofensiva, com impacto de suspeição, sobre Sakamato simplesmente porque este Blog descobriu e trouxe a público na última terça (2) que o parecer do relator é pela cassação, inelegibilidade dela e por nova eleição. Entendeu que estaria sendo condenada por antecipação.

A senadora menciona também o artigo desta sexta do colunista do Rdnews, Edesio Adorno, que faz um link entre a posição favorável de Sakamoto ao ex-governador e delator Silval Barbosa e a posição desfavoravel à ela (Selma). Para, em seguida, perguntar: “Será essa a razão da minha condenação? Será que Sakamoto quer minha cassação por que fui a juíza que prendeu e condenou a maior organização criminosa que Mato Grosso já viu?”.

Em publicação numa rede social, a parlamentar conclui: “Perder essa crença é doloroso demais. É admitir que o Judiciário também sucumbiu à corrupção”.

Reação da AMAM

A Associação Mato-Grossense de Magistrados reagiu em solidariedade e apoio ao trabalho dos membros do TRE-MT, citando lisura, ética e transparência.

E repudiou os ataques de Selma. “Não se pode permitir que seja colocada em xeque a integridade e honestidade de um membro do Poder Judiciário pelo julgamento de um processo, pois é da natureza da profissão interpretar fatos e normas para a aplicação do direito ao caso concreto”.

A AMAM reforçou que “em todo o exercício da magistratura e, mais especificamente na condução do processo que envolve a senadora na Corte Eleitoral, o desembargador jamais agiu de maneira irregular, antiética ou proferiu qualquer manifestação pública a respeito da ação, apenas tomou decisões lastreadas nos autos, e no seu livre convencimento, o que é próprio da profissão”.

Sobre a notícia antecipada do parecer do relator, a AMAM destacou que “a imprensa é livre para publicar, investigar e se manifestar sobre qualquer assunto”.

(RD NEWS)

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