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Lúpus: entenda os sintomas, diagnóstico e tratamento


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Doenças do sistema imunológico podem passar despercebidas em exames. Uma das mais conhecidas é o lúpus, distúrbio inflamatório que pode afetar órgãos e sistemas.

“Problemas autoimunes acontecem quando o sistema imunológico passa a atacar as estruturas do próprio organismo”, explica Lygia Quintanilha Rodrigues, especialista em reumatologia pela Sociedade Brasileira de Reumatologia.

Apesar de parecer uma doença genética, nem sempre acontece como tal. “Não se espera que filhos de pais com lúpus tenham necessariamente a doença. No entanto, há um componente genético hereditário”, explica Luis Eduardo Coelho Andrade, assessor médico em imunologia e reumatologia do Fleury Medicina e Saúde.

“Há evidências de que fatores ambientais, como por exemplo exposição ao sol e uso de alguns medicamentos específicos, podem contribuir para desencadear o lúpus em indivíduos que tenham uma predisposição genética à doença.”

Os sintomas do lúpus

Bianca Savoia, clínica médica da rede de centros médicos dr.consulta, afirma que os sintomas podem variar, visto que existem diversos tipos de lúpus.

“Podemos encontrar febre, fadiga, perda de peso, dor e deformidade nas articulações, manchas na pele como o ‘rash malar’, algo bem característico da doença. Há casos de úlceras orais, olhos e boca secas, arroxeamento de dedos, alterações cardiopulmonares, renais e até mesmo neurológicas, com relatos de psicose e convulsões.”

Para os especialistas, não há uma causa explicadora do Lúpus. “Pode ocorrer em qualquer idade e sexo, mas seu início é observado principalmente entre 16 e 65 anos e mais frequentemente em mulheres afrodescendentes”, explica Savoia.

“Algumas causas que podem desencadear a doença em indivíduos suscetíveis incluem infecções virais, alterações hormonais, exposição a certas drogas e fatores ambientais, como alta exposição à luz solar e tabagismo”, complementa.

Diagnóstico e tratamento

Para reconhecer a presença do lúpus, é indicada a realização de exames laboratoriais, como a pesquisa de fator antinúcleo e anticorpos sugestivos (anti-dna, anti-sm, anti-p, anti Rnp, anti-ssa, anti-ssb).

Um dos exames mais comuns é o de FAN.

“O FAN (exame de sangue) está positivo em 98% dos pacientes com Lúpus. Porém, este exame também está presente em outras doenças e até em indivíduos normais. Portanto, a presença dele não faz o diagnóstico de lúpus. Além disso, há pessoas com lúpus que tem o FAN negativo (2%). Por isso precisamos tomar cuidado na interpretação do resultado”, ressalta Rodrigues.

Apesar de ser uma doença sem cura, pode ser tratada a ponto de remissão. Luis Felipe Menezes Martins, diretor Clínico do Kurotel – Centro Médico de Longevidade, esclarece o tratamento.

“O Lúpus pode ser controlado por meio de medicamentos específicos de manutenção, como a hidroxicloroquina e anti-inflamatórios esteroides e não esteroides, prescritos normalmente nas fases agudas para minimizar os sintomas e controlar o processo inflamatório. Drogas imunossupressoras ou biológicas antirreumáticas também podem ser indicadas nos casos mais graves.”

Exercícios físicos, alimentação natural e orgânica, tratamentos psicológicos e suplementação vitamínica também devem fazer parte da rotina de quem tem a doença.

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