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Lima Rodrigues; 44 anos de jornalismo


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Junho está perto do fim. Nesta segunda-feira chegamos ao dia 21. Mas não posso passar batido. Dia 9 de junho completei 44 anos de jornalismo. Foi no jornal O Progresso, levado pelo o então editor-chefe César Jansen, que dia 9 de junho de 1977 saiu minha primeira coluna em um jornal impresso. Mistura de coluna social e informações ou comentários sobre pessoas e assuntos da cidade. O nome? Sociais e Transas. Assinado: Josivaldo Rodrigues. Claro, que nos primeiros cinco anos não sabia quase nada dessa fantástica profissão.

Em 1981, comecei a aprender mais detalhes (o significado do lead, o que, quem, quando, onde, como, por que? e algo mais) nas Faculdades Integradas de Uberaba – FIUBE (MG). Em Uberaba, fui motorista da TV Uberaba, auxiliar de cinegrafista, cinegrafista e câmera men. Depois, a partir do segundo semestre de 1982, já no CEUB, em Brasília, fui aumentando meus conhecimentos e continuei atuando na área. Fiz estágio na magistral Rádio Nacional (da antiga Radiobrás, hoje EBC), e, posteriormente, contratado como redator no período noturno e depois como repórter durante o dia, onde fiquei por 17 anos. Lá, aprendi muito com meu primeiro editor, o saudoso gaúcho Adriano Gaieski. Foi na Rádio Nacional, no primeiro semestre de 1983, que o então diretor de radiojornalismo, o saudoso amigo José Woitchumas, também gaúcho, mudou meu nome. “A partir de hoje você passa a assinar suas matérias como Lima Rodrigues. Josivaldo Rodrigues é muito grande para usar em rádio”, disse ele, na antiga redação da Rádio Nacional, no 3° andar do Venancio 2000. Ele também me ensinou muito na área do radiojornalismo.

E fui aprendendo mais ainda como correspondente das rádios O Povo e Verdes Mares, de Fortaleza; Cultura FM de Belém; Eldorado e Bandeirantes, de São Paulo, entre outras, fora férias que cobri de colegas nas rádios Tupi, do Rio de Janeiro, e Gaúcha, de Porto Alegre.

Em Brasília, cobri também o Palácio do Planalto do começo do governo Sarney à metade do primeiro mandato do governo Lula. Fiz cobertura durante muito tempo no ministério da Agricultura, Congresso Nacional e Palácio do Planalto. Sempre atuando em mais de emprego, em 1988 fui coordenador de jornalismo e apresentador do programa Cultura no Campo, da Rádio Cultura FM, que acabara de ser implantada pelo Governo do Distrito Federal (GDF). Nos anos de 1999 e 2000 também trabalhei como repórter e apresentador do programa semanal Canto da Terra, na Rádio Câmara FM.

De 2004 a 2010, trabalhei no Superior Tribunal de Justiça (STJ), no Senado e na Câmara Federal, fazendo assessoria para senadores e deputados.

Em 2011 retornei para Imperatriz (MA), onde fui criado, e sempre atuei como colaborador do jornal O Progresso – nos últimos anos escrevo uma coluna sobre agronegócio – e como correspondente em Brasília das rádios Imperatriz AM e Nativa FM nas décadas de 1980, 1990 e parte da década de 2000. E agradeço muito o que aprendi com os amigos Divino, Edmilson Franco, Moacyr Spósito, Aldeman Costa, Corró, Roberto Chaves, Jota Carvalho, Manoel Cecílio, Arimatéia Júnior, Roberto Guerreiro e Demerval Moreno.

Em março de 2011 fui fazer um trabalho para a Cooperativa Mista dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp), em Curionópolis (PA), com o apoio do então presidente Gessé Simões, e do coordenador de Imprensa, Daniel Soares, e fui ficando. Em seguida, trabalhei na Rádio Liderança FM e dia 18 de dezembro de 2011 coloquei no ar o programa Conexão Rural, a voz do campo na TV, com o apoio dos amigos Daniel Soares, Anderson Sousa, Elivelto Moura e Charles Mendes. Menos de um ano depois deixei a Liderança FM e fiquei por conta praticamente só do programa, mas fazendo alguns frilas para vereadores, blogs e jornais de Parauapebas (PA).

Morei 11 meses em Curionópolis, mesmo indo e vinda para Parauapebas diariamente (distante 35 km). Em fevereiro de 2012 mudei definitivamente para Paraupebas, onde fui idealizador e um dos fundadores da Academia Parauapebense de Letras (APL), tendo sido já presidente e vice presidente desta importante entidade. Além disso, passei a desenvolver o jornalismo investigativo localizando pessoas desaparecidas. De outubro de 2018 até hoje, já localizei 15 pessoas e atualmente investigo cerca de 20 casos.

Nesses 44 anos de jornalismo, já ganhei alguns prêmios e homenagens, incluindo Jornalista do Ano em 2011 em Imperatriz; Jornalista do Ano em 2012 em Parauapebas e em 2019 o Título de Cidadão Honorário de Parauapebas, concedido pela Câmara Municipal, por iniciativa do vereador Rafael Ribeiro.

Em resumo, esta é minha história de 44 anos de jornalismo, sem esquecer da base de tudo: o jornal O Progresso, de Imperatriz, da Rádio Imperatriz AM e da Rádio Nativa FM e da Rádio Nacional de Brasília, que me permitiu abrir várias vezes A VOZ do Brasil, viajar por todas as capitais e centenas de cidades por este Brasil afora, além de dez países, incluindo Estados Unidos, Itália, França, Espanha, África do Sul e Argentina.

Só me resta dizer: obrigado meu Deus por tudo e se outra vida eu tiver após esta, quero voltar como profissional da área de imprensa como sempre fui (jornalista, redator, repórter, produtor e apresentador de televisão) e com o dom que Deus me deu como poeta e escritor.

Ah, quero finalizar dizendo que mesmo com 44 anos de atividades jornalísticas, ainda sou um aprendiz. Aprendo a cada dia com o mestre editor do Conexão Rural, João Pezão Filho, e com a garotada que domina as redes sociais. É vivendo e aprendendo. Valeu, gente!

Lima Rodrigues – Jornalista e produtor de TV

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