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Mato Grosso

Justiça determina apreensão de R$ 805 mil de professora acusada de atropelar e matar cantor e universitária em Cuiabá


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A Justiça determinou a apreensão de R$ 805 mil em bens da professora universitária Rafaela Screnci da Costa Ribeiro, acusada de ter atropelado três jovens em frente a uma casa noturna de Cuiabá em dezembro de 2018. A decisão é do juiz Yale Sabo Mendes, da 7ª Vara Cível de Cuiabá, e foi proferida nessa terça-feira (4) e atende o pedido do procurador aposentado Mauro Viveiros, pai de uma das vítimas. O montante refere-se ao valor da causa.

Myllena Lacerda morreu atropelada. — Foto: Facebook/Reprodução

Myllena Lacerda morreu atropelada. — Foto: Facebook/Reprodução

Myllena de Lacerda Inocêncio, de 22 anos, morreu no local do acidente. O cantor Ramon Viveiros, 25 anos, morreu cinco dias depois, no hospital em que estava internado. Somente Hya Girotto, de 21 anos, sobreviveu

Hya Girotto, de 21 anos, sobreviveu ao acidente. — Foto: Facebook/Reprodução

Hya Girotto, de 21 anos, sobreviveu ao acidente. — Foto: Facebook/Reprodução

A motorista Rafaela Screnci da Costa Ribeiro, que dirigia a caminhonete, passou por audiência de custódia no dia seguinte ao acidente e pagou fiança de R$ 9,5 mil.

Rafaela Screnci da Costa Ribeiro, de 33 anos, foi detida e presta depoimento — Foto: Ianara Garcia/TVCA

Rafaela Screnci da Costa Ribeiro, de 33 anos, foi detida e presta depoimento — Foto: Ianara Garcia/TVCA

Ao ser detida, Rafaela se recusou a realizar o teste do bafômetro e exame de sangue. De acordo com a polícia, ela apresentava sinais visíveis de embriaguez.

Durante a investigação, a polícia teve acesso à ficha de consumação de Rafaela em uma casa noturna. Segundo o estabelecimento, ela teria entrado no local depois de 1h da manhã. Na lista de produtos aparecem seis garrafas de cerveja long neck.

As informações, porém, não batem com a versão contada pela motorista, que alegou ter ingerido quatro latas de cerveja às 23h do sábado (22).

Na avaliação clínica feita três horas depois do atropelamento, entretanto, não foi constatado que ela estava embriagada.

Rafaela, que é professora substituta na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), foi autuada por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) qualificado pela embriaguez e lesão de trânsito qualificada por embriaguez por duas vezes.

FONTE:G1