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INSS fecha 2020 com quase 1,7 milhão de requerimentos de benefícios parados


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Em dezembro de 2020, cerca de 1,7 milhão de requerimentos de benefícios previdenciários estavam na fila para concessão. Desse total, 1,2 milhão de pedidos aguardam a primeira avaliação do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e 477 mil haviam passado pela análise do instituto e precisavam de documentos para serem concluídos.

Por lei, os pedidos devem ser avaliados em até 45 dias. Apesar disso, o tempo médio de concessão de benefícios no Brasil, em dezembro, era de 66 dias. Entre junho e setembro, o INSS conseguiu cumprir o prazo que determina a lei. A partir de outubro, o tempo de espera subiu novamente.

De acordo com o último Boletim Estatístico da Previdência Social disponível, Acre, Amapá e Tocantins eram os estados com maior tempo de espera, respectivamente. No Acre, líder em espera, era necessário aguardar por 97 dias, mais que o dobro do tempo permitido por lei.

Além disso, nenhum dos estados tinha o prazo de espera dentro do previsto em lei. Mato Grosso do Sul tinha o menor tempo de espera, com 51 dias.

Maioria dos pedidos depende do INSS

Entre os pedidos que aguardavam análise, a maioria deles já havia ultrapassado o prazo de 45 dias.

Desde setembro, o número de pedidos que esperam a análise do INSS é superior à quantidade dos que dependem do cumprimento de exigências dos segurados.

As agências do INSS ficaram fechadas por mais de cinco meses e houve uma grande confusão na reabertura, após os peritos se negarem a voltar ao trabalho por questões de segurança. Atualmente, menos da metade dessas agências conta com a realização de perícias, que são exigidas para a concessão dos benefícios por incapacidade.

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