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Infância feliz diminui chances de transtornos mentais na vida adulta

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Como foi a sua infância? Se você teve apoio familiar, demonstrações de carinho frequentes e conexão com a comunidade à sua volta, você tem menos chances de desenvolver transtornos mentais na vida adulta. A descoberta foi feita por pesquisadores da Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health e publicada na revista especializada Jama Pediatrics.

Além de diminuir as chances de doenças como depressão e ansiedade, pessoas que tiveram a sorte de ter experiências positivas na infância provavelmente formarão laços afetivos mais saudáveis no futuro. Segundo os pesquisadores, isso vale até mesmo para quem viveu situações adversas mas encontrou perto de si – em familiares e amigos, – o suporte necessário para superá-las.

As informações do estudo foram obtidos a partir do banco de dados Wisconsin Behavioral Risk Factor Survey, uma pesquisa anual feita por telefone em colaboração com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA. A coleta de dados apura informações sobre comportamentos de risco, condições crônicas de saúde e uso de serviços preventivos. Mais de 6 mil adultos a partir dos 18 anos costumam ser entrevistados.

Em 2015, sete perguntas relacionadas a experiências na infância foram incluídas no questionário. O levantamento perguntou se os entrevistados: conseguiam conversar com a família sobre sentimentos; consideravam que a família os apoiava em tempos difíceis; gostavam de participar de tradições comunitárias; tinham sensação de pertencimento no ensino médio; recebiam o apoio de amigos; tinham pelo menos dois adultos não-pais que se interessavam genuinamente por eles e percebiam-se como seguros e protegidos dentro de casa. Também foram feitas perguntas sobre experiências adversas na infância e sobre saúde mental, incluindo o número de dias ruins que os entrevistados sentiram no mês passado.

Os pesquisadores encontraram conexões significativas entre experiências positivas na infância e saúde mental na fase adulta. Entre os participantes que relataram de seis a sete vivências felizes, as chances de ter depressão ou algum sintoma de doença mental nos meses anteriores à pesquisa foi 72% menor do que aqueles que relataram de zero a duas experiências positivas na infância.

Mesmo entre os que relataram de três a cinco vivências positivas na infância, as chances de depressão ou problemas de saúde mental foram 50% menores do que aqueles que relatam de zero a duas experiências positivas na infância. Essas associações se mantiveram verdadeiras mesmo quando os entrevistados relataram alguma experiência ruim vivenciada no passado.

A associação entre experiências adversas na infância (como abuso ou negligência física ou emocional) e transtornos mentais é bem conhecida. A influência das experiências positivas na saúde e no bem-estar é que ainda não havia sido completamente estudada, de acordo com os pesquisadores. As descobertas, segundo eles, podem servir para o desenvolvimento de novas políticas públicas que tenham como objetivo aumentar as experiências positivas na infância

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