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Homem queimado em explosão de barco no Acre, em junho, tem alta de hospital de BH

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Um homem de 46 anos que foi gravemente queimado na explosão de uma embarcação no Rio Juruá, no Acre, recebeu alta do Hospital de Pronto Socorro (HPS) João XXIII, em Belo Horizonte. Ele voltou para o Norte do país no dia 18 de setembro. O nome dele não foi divulgado.

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O acidente foi no dia 7 de junho deste ano. O barco, que transportava mercadorias, pessoas e combustível, ia de Cruzeiro do Sul para outras duas cidades do interior do Acre quando explodiu.

Seis feridos no acidente, em estado grave, foram transferidos para o HPS João XXIII pela Força Aérea Brasileira (FAB) , referência nacional em atendimento a queimados. Dois homens não sobreviveram. Outros três receberam alta. Uma criança de três anos também foi atendida e já voltou para casa.

Para receber estes pacientes, o hospital acionou seu “Plano de Atendimento a Múltiplas Vítimas”, que reorganiza sua estrutura para receber vítimas de tragédias. Neste caso, de acordo com o diretor assistencial da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), Marcelo Lopes Ribeiro, o hospital tenta transferir para outras unidades pacientes já estáveis e fora de risco para conseguir atender os que estão chegando, caso não haja vagas.

Embarcação explodiu no AC e deixou 18 pessoas em estado grave — Foto: Gledisson Albano/Rede Amazônica Acre

Embarcação explodiu no AC e deixou 18 pessoas em estado grave — Foto: Gledisson Albano/Rede Amazônica Acre

Para o atendimento das vítimas do Acre, foi montado temporariamente outro centro de terapia intensiva de queimados além do que já tem nove leitos. Isso porque o hospital já estava atendendo outros pacientes também com queimaduras.

Os dois primeiros pacientes já chegaram em Belo Horizonte no dia 10 de junho, três dias após a explosão. Este homem que teve alta no dia 18 de setembro chegou à capital mineira no dia 11 de junho.

Os quatro pacientes que tiveram alta só puderam deixar o hospital meses depois do acidente, sendo o último este homem de 46 anos, que ficou mais de três meses internado, sendo que ficou um mês e meio no CTI.

O paciente, que teve 60% do corpo queimado, já estava bem recuperado e pôde voltar para o Acre em um avião de carreira pago, segundo a Fhemig, pelo estado do Acre.