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Greve na educação ‘perde’ força na cidade de Juína, mas Sintep diz que movimento deve continuar


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Iniciada no dia 27 de maio, a greve dos profissionais da educação entra para a história como sendo uma das mais longas dos últimos tempos, aproximadamente 70 dias sem aulas em boa parte das escolas estaduais de Mato Grosso.

Na cidade de Juína a adesão à greve foi parcial, sendo que algumas escolas não aderiram ao movimento e continuaram com os trabalhos letivos.

Na noite de ontem o SINTEP (Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público) se reuniu mais uma vez para tentar uma negociação com o governo do estado, a fim de que se cumpra lei 510/2013, que é a responsável pela dobra do poder de comprar dos profissionais da educação, e também o pagamento do RGA, conforme está previsto em lei.

O presidente regional do SINTEP de Juína, Gilvano Teixeira Bastos falou ao Juína News sobre as últimas informações das negociações sobre a greve, onde ficou decidido que a greve continua sendo finalizada apenas com uma proposta feita pelo governador do estado, Mauro Mendes, que até o momento só fez uma proposta através de um vídeo que circula nas redes sociais, porém sem nada de concreto.

Gilvano ainda ressaltou que a proposta que está sendo apresentada em vídeo será rejeitada pela categoria, pois não tem embasamento quanto ao objetivo proposto pela categoria, pois o governo não tem intenção de cumprir o prometido, uma vez que vem contratando um grande número de funcionários comissionados que impedirá o desinchamento da folha de pagamento.

Em Juína, a Escola Estadual Antônia Moura Muniz localizada no bairro Módulo 06, decidiu em reunião retornar com as atividades letivas no próximo dia 07 de agosto.

Gilvano ressaltou que as escolas que estão voltando as aulas, temem as ameaças do governo, onde várias ameaças (demissão) têm sido feitas por Mauro Mendes em redes sociais e sites de notícias, mas que na verdade as coisas são mal esclarecidas, uma vez que para se exonerar um funcionário que está efetivo em algum cargo é um processo moroso que pode levar até dois anos, e que os alunos.

Sobre a revolta dos pais que afirmam que os filhos perderam o direito de estudar, Gilvano ressaltou que não é verdade, pois o ano letivo não tem nada a ver com o ano civil, pois as aulas serão repostas podendo terminar em 2020 até 2021, mas que serão garantidos os 200 dias letivos ao qual o aluno tem direito assegurado em lei, afirmou Gilvano Teixeira Bastos.

Na página do Juína News no facebook vários pais descreveram suas indignações e descontentamento por conta dos mais de dois meses de greve na educação, e que acreditam que seus filhos estão sendo muito prejudicados com o movimento.

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