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Saúde

Gravidez na adolescência: Uma a cada sete brasileiras têm filhos antes dos 20 anos

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No Brasil, estima-se que uma a cada sete brasileiras têm o primeiro filho antes dos 20 anos de idade. A cada hora nascem 48 bebês de mães adolescentes. Um número que, apesar de apresentar uma diminuição ao longo dos anos, é alarmante e acarreta problemas sociais, econômicos e de saúde para as  mães e os bebês.

Os ainda elevados índices de casamentos infantis em todo o mundo, organizados pelas próprias famílias, está entre as principais causas de maternidade precoce, aliados a extrema pobreza, violência sexual e falta de acesso aos métodos anticoncepcionais. Dados do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) apontam que das 7,3 milhões de meninas e jovens grávidas no mundo, 2 milhões têm menos de 14 anos.

A presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia de Rondônia (ASSOGIRO), Ida Peréa Monteiro, alerta que, conforme a diminuição da idade dessas mães, maiores são os problemas de saúde. “As taxas de mortalidade de adolescentes com 14 anos ou menos, por exemplo, chegam a 70 mil por ano decorrentes de  problemas na gravidez ou no parto. Os dados também apontam que mães adolescentes tendem a largar os estudos para cuidar dos filhos e têm até três vezes menos chances de concluir o ensino superior”, destaca a especialista, que atua na área de Ginecologia e Obstetrícia, com foco na consolidação dos Direitos Sexuais e Reprodutivos de Mulheres e Adolescentes.

A gravidez na adolescência é uma questão social em todo o mundo e, em países como o Brasil, é acentuada pelas desigualdades sociais, especialmente nas regiões mais afastadas e de difícil acesso, onde as políticas públicas não chegam, fazendo com que mulheres e meninas estejam ainda mais vulneráveis.

Com o objetivo de trazer o tema para discussão e promover a disseminação de conhecimento sobre essa questão, a Assogiro publicará nas próximas semanas uma série de matérias sobre o tema, a fim de alertar autoridades, as famílias, a comunidade em geral e, especialmente, meninas e mulheres sobre a problemática, possíveis caminhos para uma mudança neste cenário e, sobretudo, promover o diálogo.

Assessoria