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Gordura no fígado: esteatose hepática nem sempre manifesta sintomas


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A gordura no fígado é um problema de saúde comum e que é caracterizado, como o próprio nome diz, pelo acúmulo de gordura neste órgão. Também chamada de esteatose hepática, essa condição nem sempre apresenta sintomas e pode ser provocada por uma série de fatores.

Estima-se que aproximadamente 30% da população mundial tenha quantidades acima do normal de gordura no fígado.

Graus

É normal que o fígado saudável apresente uma pequena quantidade de gordura – de 5 a 10%, em média.

A esteatose hepática ocorre quando há acúmulo exagerado dessas gorduras, e dependendo do volume, ela pode ser dividida em três graus diferentes:

  • Grau 1 (Leve): não apresenta sintomas e tampouco pode acarretar em consequências para o corpo. É o grau mais facilmente reversível. A prática de exercícios aliada a uma alimentação saudável dão conta do problema;
  • Grau 2 (Moderado): no grau mais moderado, podem surgir os primeiros sintomas da presença exagerada de gordura no fígado, como inchaço na barriga, dores abdominais e fezes brancas. Quando provocado por fatores não-alcoólicos, esse acúmulo pode ser tratado mais facilmente. Já quando a causa é o abuso de bebidas alcoólicas, reverter o quadro fica mais complicado;
  • Grau 3 (Grave): aqui o quadro já passa a ser considerado uma esteato-hepatite – inflamação no fígado causada pelo acúmulo muito acima do normal de gorduras. Aqui pode haver comprometimento das funções do fígado.

Causas da gordura no fígado

Existem dois tipos de esteatose hepática: a alcoólica e a não-alcoólica. O problema é classificado de acordo com a causa desse acúmulo.

Esteatose hepática alcoólica

Como o nome sugere, a gordura no fígado pode ser provocada pelo abuso de bebidas alcoólicas, que são processadas pelo órgão. O excesso deste consumo pode levar a sérios danos no fígado.

Esteatose hepática não-alcoólica

Já o tipo não-alcoólico pode ser causado por diferentes fatores. Os principais são:

  • Sobrepeso e obesidade;
  • Hepatites virais;
  • Diabetes;
  • Colesterol alto;
  • Uso de alguns tipos de medicamentos;
  • Inflamações crônicas no fígado em decorrência de outras doenças;
  • Perda brusca de peso;
  • Má nutrição;
  • Sedentarismo.

Quem está sob maior risco?

Alguns grupos de pessoas estão sob maior risco de sofrer com o acúmulo de gordura no fígado. Elas são:

  • Pessoas com obesidade;
  • Sedentários;
  • Pessoas com alcoolismo;
  • Pacientes de síndrome metabólica;
  • Mulheres, em razão do estrogênio, que facilita o acúmulo;
  • Mulheres com síndrome do ovário policístico;
  • Gestantes.

Sinais e sintomas da gordura no fígado

A esteatose hepática em si não provoca sintomas. No entanto, dependendo do volume de gordura acumulada no fígado e da duração, a doença pode apresentar alguns sinais específicos em decorrência da inflamação no órgão.

É aí que os primeiros sinais costumam aparecer. Eles são:

  • Dor abdominal;
  • Perda de apetite;
  • Sensação de fraqueza;
  • Aumento do fígado.

Fique atento a esses sintomas e, se persistirem, procure um médico o quanto antes.

Diagnóstico

O diagnóstico da gordura no fígado pode ser feito por um clínico geral, mas geralmente é o gastroenterologista quem costuma bater o martelo.

Na maioria dos casos, o acúmulo de gordura só consegue ser identificado por meio de exames laboratoriais e de imagem, já que não é comum apresentar sintomas. Ainda assim, exames físicos também podem ser necessárias.

Exames de sangue, biópsia do fígado e outros exames também podem ser indicados pelo especialista, dependendo do caso.

Qual o tratamento?

Existe tratamento para esteatose hepática. Quase sempre o acúmulo de gordura no fígado pode ser revertido – com exceção do quadro de esteato-hepatite, que é irreversível.

Algumas mudanças de hábito simples já podem ajudar e muito no desaparecimento do problema. Reduzir o consumo de álcool e praticar atividade física são as principais delas.

Se o paciente estiver acima de seu peso ideal, uma dieta equilibrada para emagrecer também é uma medida recomendada. Mas é importante ficar atento para não perder peso rápido demais, pois isso pode piorar a situação.

Entretanto, mudanças alimentares não são necessárias somente para quem precisa emagrecer. Cortar alimentos muito gordurosos e ricos em açúcar é essencial para quem tem gordura no fígado acima do recomendado. Para isso, é importante acrescentar mais verduras, vegetais e frutas na dieta.

Complicações

Se não tratar a esteatose hepática corretamente, ela pode evoluir para um quadro de cirrose hepática. Esta é a principal e mais grave complicação possível para essa doença.

Trata-se de um problema de saúde terminal e sem cura, o qual só é possível reverter por meio de um transplante de fígado.

Como prevenir?

Ter gordura no fígado é normal. O problema é quando o volume é maior do que deveria ser. Para evitar que isso aconteça, além de seguir bons hábitos alimentares, praticar exercícios e não exagerar no álcool, a pessoa deve ficar sempre de olho em sua circunferência abdominal.

Beber bastante água, manter o peso ideal e adotar medidas para ter boas noites de sono com regularidade também são excelentes formas de prevenir a esteatose hepática.

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